Vendas da indústria de SC recuperam desempenho positivo em abril e mantém crescimento no ano

A Pesquisa de Indicadores Industriais de abril mostra que o faturamento da indústria de Santa Catarina cresceu 1,71% em relação ao mês anterior. No Brasil, o aumento foi de 1,2% nesse comparativo. No ano, o faturamento da indústria catarinense mantém resultado favorável, com crescimento de 2,48%. No Brasil, houve queda de -4,3% nas vendas no ano. Este resultado reforça o cenário de dificuldades na recuperação econômica brasileira.



Vendas Industriais


Em abril, o faturamento real cresceu 1,7% em relação ao mês anterior. Sem a influência sazonal a variação é de 3,7%. Em comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve crescimento de 4,9%. Das 14 atividades pesquisadas pela FIESC, 7 tiveram acréscimo neste comparativo, sendo as maiores variações positivas observadas em Celulose e papel (77,7%), em Informática e eletrônicos (23,1%) e em Produtos de metal (12,6%). Já entre as menores taxas estão as atividades de Vestuário e acessórios (-18,4%), Minerais não metálicos (-5,3%) e Borracha e material plástico (-4,7%). No acumulado do ano, o crescimento é de 2,5%, sendo observado avanço em 9 das 14 atividades, nas quais as maiores ampliações estão em Informática e eletrônicos (19%), em Produtos de metal (16%) e em Veículos, reboques e carroceria (15,4%). Os menores desempenhos ocorrem em Vestuário e acessórios (-6%), em Produtos têxteis (-2,1%) e em Minerais não metálicos (-1,8%).



Utilização da Capacidade Instalada


A utilização da capacidade instalada mostrou uma variação de 0,4 pontos percentuais em relação ao mês anterior, registrando 80,3% no mês. Com o componente sazonal, a mudança foi de -0,4 pontos. Já em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve decréscimo de -1,8 p.p., sendo que as atividades de Informática e eletrônicos (7,5 p.p.), Veículos, reboques e carroceria (5 p.p.) e Produtos de madeira (3,3 p.p.) tiveram os melhores desempenhos. Por outro lado, estão com desempenhos mais fracos os setores de Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-18,5 p.p.) e Máquinas e equipamentos (-7 p.p.).


Massa Salarial


No mês, quando confrontado com mês anterior houve ampliação de 2,1%, valor superior ao observado para a variável com a influência sazonal (que mostra redução de -1,6%). Frente ao mesmo mês do ano anterior, a ampliação é de 4,5%, impactada pelo avanço de 12 dos 14 setores avaliados pela FIESC, especialmente em Vestuário e acessórios (30,9%), Veículos, reboques e carroceria (16,5%) e Produtos de Metal (9,5%).

No acumulado do ano, o desempenho da Massa Salarial é positivo, com taxa igual a 2,2%, sendo identificado crescimento em 9 setores. Os destaques ficam com Veículos, reboques e carroceria (19,3%), Borracha e material plástico (18%) e Vestuário e acessórios (12,5%). Já as menores taxas estão nos setores de Celulose e papel (-8%), Produtos alimentícios (-6,2%) e Produtos de madeira (-2,8%).


Pessoal Empregado


Em relação ao mês anterior o indicador permaneceu estável (enquanto que, para a série original, ocorre ampliação de 0,2%). No comparativo com o mesmo mês de 2018, a variável mostra aumento de 1,8%, puxada pelo incremento em 9 dos 14 setores de atividades, especialmente em Metalurgia (7,7%), Máquinas e equipamentos (5,5%) e Vestuário e acessórios (4,8%). Os impactos negativos no pessoal empregado são sentidos principalmente em Produtos têxteis, que teve taxa de -1,7%, além de Celulose e papel (-1,4%).

No ano, o índice mostra um acréscimo de 1,9%, com ampliação de 11 dos 14 setores avaliados. Dentre estes, as maiores variações positivas estão nos segmentos de Metalurgia (9,7%), Veículos, reboques e carroceria (4,4%) e Minerais não metálicos (4,3%). Os setores de Celulose e papel (-1,3%) e Produtos alimentícios (-0,5%) registraram desempenho negativo.


Horas Trabalhadas


O número de horas trabalhadas apontou acréscimo de 2,36% em relação ao mês anterior, já em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve incremento de 2,1%. Neste quesito, a ampliação é observada em 9 dos quatorze setores avaliados pela FIESC, sendo maior em Vestuário e acessórios (20,8%) e em Metalurgia (7,4%). Na via contrária, encontram-se os segmentos de Veículos, reboques e carroceria (-12,7%), Celulose e papel (-5,1%) e Minerais não metálicos (-4,8%).

Dado este desempenho no mês, as horas trabalhadas acumulam no ano uma variação de 0,8%, apresentando maior crescimento nos setores de Metalurgia (10,3%), em Produtos de Metal (6,1%) e no setor Vestuário e acessórios (5%). Os maiores recuos, por seu turno, são identificados nos segmentos de Minerais não metálicos (-3,7%) e em Celulose e papel (-2,3%).



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