Vendas da indústria de SC caem 4% em março e reforça cenário de dificuldades na recuperação

A Pesquisa de Indicadores Industriais de março de 2019 apresenta queda de 4% no faturamento da indústria catarinense no mês. Este resultado reforça o cenário de dificuldades na recuperação econômica brasileira. No ano, o faturamento mantém resultado favorável, com crescimento de 1,6%. No panorama nacional, a CNI registrou queda de 6,3% nas vendas do mês e variação no ano de -5,1%.




Vendas Industriais


Em março, o faturamento real do mês teve queda de 4,1% em relação ao mês anterior, considerando a influência sazonal. Em comparação com o mesmo mês do ano anterior, há um decréscimo de -1,87%. Das 14 atividades pesquisadas pela FIESC, 8 tiveram acréscimo neste comparativo, sendo as maiores variações positivas observadas em Informática e eletrônicos (17%), em Veículos, reboques e carroceria (13,8%) e em Produtos de madeira (10,3%). Já as maiores quedas foram registradas pelas atividades de Produtos alimentícios (-12,7%), Celulose e papel (-9,9%) e Produtos têxteis (-3,7%).


No acumulado do ano, o crescimento é de 1,6%, sendo observado avanço em 9 das 14 atividades, nas quais as maiores ampliações estão em Veículos, reboques e carroceria (18,3%), em Informática e eletrônicos (17,6%) e em Produtos de metal (17,2%). Os menores desempenhos ocorrem em Celulose e papel (-9,2%), em Produtos alimentícios (-4,7%) e em Produtos têxteis (-2,3%).



Utilização da Capacidade Instalada


A utilização da capacidade instalada mostrou variação de -3 pontos percentuais em relação ao mês anterior, com o componente sazonal, a mudança foi de -3,5 pontos. Já em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve decréscimo de -6,6 p.p., sendo que as atividades de Informática e eletrônicos (7,7 p.p.), Vestuário e acessórios (2,1 p.p.) e Borracha e material plástico (1,7 p.p.) tiveram os melhores desempenhos. Por outro lado, estão com desempenhos mais fracos os setores de Produtos têxteis (-28 p.p.) e Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-16,9 p.p.). Deste modo, no acumulado do ano, o indicador acumula decréscimo de -6,7 p.p., informação que pode ser visualizada no gráfico a seguir.



Massa Salarial

No mês, quando confrontado com mês anterior, houve ampliação de 0,1%, valor inferior ao observado para a variável sem a influência sazonal (que mostra crescimento de 4,6%). Frente ao mesmo mês do ano anterior, a ampliação é de 0,8%, impactada pelo avanço de 12 dos 14 setores avaliados pela FIESC, especialmente em Vestuário e acessórios (24,4%), Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (14,2%) e Borracha e material plástico (8,7%).


No acumulado do ano, o desempenho da Massa Salarial é positivo, com taxa igual a 1,2%, sendo identificado crescimento em 10 setores. Os destaques ficam com Veículos, reboques e carroceria (17%), Borracha e material plástico (13,1%) e Produtos de Metal (8,9%). Já as menores taxas estão nos setores de Celulose e papel (-11,4%), Produtos alimentícios (-7,1%) e Produtos de madeira (-3,8%).


Pessoal Empregado


Em relação ao mês anterior, houve avanço do indicador dessazonalizado de 0,4% (enquanto que, para a série original, ocorre ampliação de 0,6%). No comparativo com o mesmo mês de 2017, a variável mostra aumento de 2,3%, puxada pelo incremento em 11 dos 14 setores de atividades, especialmente em Metalurgia (9,3%), Máquinas e equipamentos (4,9%) e Produtos de madeira (4,9%). Os impactos negativos no pessoal empregado são sentidos principalmente em Celulose e papel, que apresentou taxa de -1,3%, além de Informática e eletrônicos (-0,9%).


No ano, o índice mostra um acréscimo de 2%, com ampliação de 11 dos 14 setores avaliados. Dentre estes, as maiores variações positivas estão nos segmentos de Metalurgia (10,4%), Minerais não metálicos (5,3%) e Veículos, reboques e carroceria (5,2%), enquanto em Celulose e papel e Produtos alimentícios os desempenhos foram de -1,2% e de -0,6%, respectivamente.


Horas Trabalhadas


O número de horas trabalhadas recuou -0,16% em relação ao mês anterior. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve queda de 0,01%. Neste quesito, a ampliação é observada em 7 dos quatorze setores avaliados pela FIESC, sendo maior em Metalurgia (14,5%) e em Veículos, reboques e carroceria (7,7%). Na via contrária, encontram-se os segmentos de Informática e eletrônicos (-7,4%), Minerais não metálicos (-3,5%) e Móveis (-3,3%).


Dado este desempenho no mês, as horas trabalhadas acumulam no ano uma variação de 0,3%, apresentando maior crescimento nos setores de Metalurgia (11,5%), em Veículos, reboques e carroceria (9,4%) e na Produtos de Metal (7%). Os maiores recuos, por seu turno, são identificados nos segmentos de Minerais não metálicos (-3,2%) e em Informática e eletrônicos (-2,5%).






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