Vendas da Indústria continuam crescendo em Outubro

O indicador de vendas industriais apresentou aumento de 2,27% na passagem de outubro para novembro, somando um crescimento de 13,3% no ano. Massa salarial, Horas Trabalhadas e Pessoal Empregado também mostraram crescimento no mês. Continuam com desempenho acima da média os setores da cadeia automobilística de Santa Catarina, tais como Veículos e Produtos de Metal. Também se destacam as atividades de produção de Madeira e Têxtil.



Vendas Industriais


Em outubro de 2018, o faturamento real do mês teve crescimento de 4,9% em relação ao mês anterior, com a influência sazonal, a variação é de 2,3%. Em comparação com o mesmo mês do ano anterior, há um crescimento de 12,63%. Das 14 atividades pesquisadas pela FIESC, 10 tiveram acréscimo neste comparativo, sendo as maiores variações positivas observadas em Produtos alimentícios (45,6%), em Produtos de madeira (30,2%) e em Móveis (22%). Já entre as menores taxas estão as atividades de Celulose e papel (-5%), Metalurgia (-3,6%) e Borracha e material plástico (-1,3%).


No acumulado do ano, o crescimento é de 13,3%, sendo observado avanço em 13 das 14 atividades, nas quais as maiores ampliações estão em Produtos alimentícios (34,9%), em Produtos de metal (25,5%) e em Vestuário e acessórios (20,9%). Os menores desempenhos ocorrem em Celulose e papel (-2,9%), em Borracha e material plástico (1,4%) e em Produtos têxteis (3,4%).


Utilização da Capacidade Instalada


A utilização da capacidade instalada mostrou uma variação de -3,2 pontos percentuais em relação ao mês anterior, com o componente sazonal, a mudança foi de -2,4 pontos. Já em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve decréscimo de -4,4 p.p., sendo que as atividades de Máquinas e equipamentos (9,8 p.p.), Produtos de madeira (6 p.p.) e Celulose e papel (2,6 p.p.) tiveram os melhores desempenhos.


Por outro lado, estão com desempenhos mais fracos os setores de Produtos têxteis (-17,4 p.p.) e Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-14,5 p.p.). Deste modo, no acumulado do ano, o indicador acumula decréscimo de -4,4 p.p., informação que pode ser visualizada no gráfico a seguir.


Massa Salarial


No mês, quando confrontado com mês anterior houve ampliação de 0,4%, valor inferior ao observado para a variável com a influência sazonal (que mostra crescimento de 2,7%). Frente ao mesmo mês do ano anterior, a ampliação é de 0,4%, impactada pelo avanço de 8 dos 14 setores avaliados pela FIESC, especialmente em Veículos, reboques e carroceria (25,8%), Móveis (15,3%) e Informática e eletrônicos (14,3%).


No acumulado do ano, o desempenho da Massa Salarial é positivo, com taxa igual a 1,2%, sendo identificado crescimento em 10 setores. Os destaques ficam com Informática e eletrônicos (18,4%), Móveis (13,4%) e Produtos têxteis (10,2%). Já as menores taxas estão nos setores de Borracha e material plástico (-18,9%), Máquinas e equipamentos (-3,5%) e Produtos de madeira (-2,5%).


Pessoal Empregado


Em relação ao mês anterior, houve recuo do indicador, no índice dessazonalizado, de -0,1% (enquanto que, para a série original, ocorre ampliação de 0,1%). No comparativo com o mesmo mês de 2017, a variável mostra queda de -0,1%, puxada pelo incremento em 8 dos 14 setores de atividades, especialmente em Metalurgia (9,4%), Minerais não metálicos (7,5%) e Móveis (7,2%). Os impactos negativos no pessoal empregado são sentidos principalmente em Borracha e material plástico, que teve taxa de -8,1%, além de Vestuário e acessórios (-7,6%).



No ano, o índice mostra um acréscimo de 1,4%, com ampliação de 10 dos 14 setores avaliados. Dentre estes, as maiores variações positivas estão nos segmentos de Produtos de Metal (14,2%), Metalurgia (9,4%) e Móveis (9%), enquanto em Borracha e material plástico e Vestuário e acessórios os desempenhos foram de -12,1% e de -4,3%, respectivamente

Horas Trabalhadas


O número de horas trabalhadas apontou acréscimo de 1,84% em relação ao mês anterior, já em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve incremento de 2,2%. Neste quesito, a ampliação é observada em 12 dos 14 setores avaliados pela FIESC, sendo maior em Veículos, reboques e carroceria (36%) e em Metalurgia (11,4%). Na via contrária, encontram-se os segmentos de Celulose e papel (-6,6%), Produtos alimentícios (-1,5%) e Vestuário e acessórios (-1,2%).



Dado este desempenho no mês, as horas trabalhadas acumulam no ano uma variação de 2,5%, apresentando maior crescimento nos setores de Veículos, reboques e carroceria (22,7%), em Borracha e material plástico (14,4%) e na Produtos de Metal (10,6%). Os recuos de maior destaque, por seu turno, são identificados nos segmentos de Celulose e papel (-6%) e em Vestuário e acessórios (-4,5%).



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