Vendas da indústria catarinense crescem acima da média nacional

As vendas industriais do mês de julho cresceram 8,8% em relação ao mês anterior, sem a influência sazonal, a variação é de 7,6%. Já a utilização da capacidade instalada mostrou uma variação de 0,7 ponto percentual em relação ao mês anterior. O número de horas trabalhadas apontou acréscimo de 1,44% em relação ao mês anterior, enquanto que em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve incremento de 2%.


Vendas Industriais


Em julho, o faturamento real teve crescimento de 8,8% em relação ao mês anterior, sem a influência sazonal, a variação é de 7,6%. Em comparação com o mesmo mês do ano anterior, há um crescimento de 0,67%. Das 14 atividades pesquisadas pela FIESC, 8 tiveram acréscimo neste comparativo, sendo as maiores variações positivas observadas em Informática e eletrônicos (16,6%), em Metalurgia (13,2%) e em Vestuário e acessórios (9,5%). Já entre as menores taxas estão as atividades de Produtos de madeira (-15,6%), Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-13,4%) e Veículos, reboques e carroceria (-4,8%).


No acumulado do ano, o crescimento é de 2%, sendo observado avanço em 10 das 14 atividades, nas quais as maiores ampliações estão em Informática e eletrônicos (16%), em Produtos de metal (14,4%) e em Veículos, reboques e carroceria (7%). Os menores desempenhos ocorrem em Vestuário e acessórios (-4,5%), em Celulose e papel (-3,1%) e em Produtos têxteis (-2%).



Utilização da Capacidade Instalada


A utilização da capacidade instalada mostrou uma variação de 0,7 ponto percentual em relação ao mês anterior, com o componente sazonal, a mudança foi de 0,2 pontos. Já em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve decréscimo de -0,1 p.p., sendo que as atividades de Metalurgia (13,7 p.p.), Informática e eletrônicos (6 p.p.) e Minerais não metálicos (5,2 p.p.) tiveram os melhores desempenhos. Por outro lado, estão com desempenhos mais fracos os setores de Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-17,9 p.p.) e Celulose e papel (-12,1 p.p.). Deste modo, no acumulado do ano, o indicador acumula decréscimo de -0,1 p.p., informação que pode ser visualizada no gráfico a seguir.



Massa Salarial


No mês, quando confrontado com mês anterior houve ampliação de 2,3%, valor inferior ao observado para a variável sem a influência sazonal (que mostra crescimento de 3,5%). Frente ao mesmo mês do ano anterior, a ampliação é de 6,7%, impactada pelo avanço de 10 dos 14 setores avaliados pela FIESC, especialmente em Vestuário e acessórios (39,2%), Borracha e material plástico (23,3%) e Veículos, reboques e carroceria (22,9%).


No acumulado do ano, o desempenho da Massa Salarial é positivo, com taxa igual a 3,7%, sendo identificado crescimento em 11 setores. Os destaques ficam com Vestuário e acessórios (19,6%), Veículos, reboques e carroceria (18,6%) e Borracha e material plástico (18,4%). Já as menores taxas estão nos setores de Produtos alimentícios (-4,9%), Produtos têxteis (-4,6%) e Produtos de madeira (-0,1%).



Pessoal Empregado


Em relação ao mês anterior, houve avanço do indicador dessazonalizado de 0,2%. No comparativo com o mesmo mês de 2018, a variável mostra aumento de 2,2%, puxada pelo incremento em 9 dos 14 setores de atividades, especialmente em Produtos alimentícios (6,1%), Máquinas e equipamentos (5,1%) e Produtos de Metal (4,7%). Os impactos negativos no pessoal empregado são sentidos principalmente em Vestuário e acessórios, que teve taxa de -3,8%, além de Veículos, reboques e carroceria (-2%).


No ano, o índice mostra um acréscimo de 1,9%, com ampliação de 11 dos 14 setores avaliados. Dentre estes, as maiores variações positivas estão nos segmentos de Metalurgia (7,7%), Máquinas e equipamentos (4,5%) e Produtos de Metal (3,8%), enquanto em Celulose e papel e Produtos têxteis os desempenhos foram de -1,1% e de -0,2%, respectivamente.



Horas Trabalhadas


O número de horas trabalhadas apontou acréscimo de 1,44% em relação ao mês anterior, já em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve incremento de 2%. Neste quesito, a ampliação é observada em 11 dos 14 setores avaliados pela FIESC, sendo maior em Produtos de Metal (12,6%) e em Metalurgia (9,3%). Na via contrária, encontram-se os segmentos de Veículos, reboques e carroceria (-16,8%), Vestuário e acessórios (-8%) e Borracha e material plástico (-4%).


Dado este desempenho no mês, as horas trabalhadas acumulam no ano uma variação de 1,5%, apresentando maior crescimento nos setores de Metalurgia (10,3%), em Produtos de Metal (6,9%) e Máquinas e equipamentos (3,9%). Os recuos de maior destaque, por seu turno, são identificados nos segmentos de Veículos, reboques e carroceria (-5,3%) e em Minerais não metálicos (-3,5%).




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