UCI na Indústria da Transformação tem maior queda dos últimos quatro anos

O avanço dos efeitos da pandemia do novo coronavírus afetou o desempenho da indústria de Santa Catarina de forma geral no mês de abril, na comparação com o mês anterior. Entre os indicadores industriais pesquisados, todos apresentaram variação negativa, já desconsiderando o efeito sazonal. Nessa comparação, as vendas industriais do mês recuaram -3,13%, enquanto o número de pessoas empregadas caiu -2,4%. Os maiores recuos, no entanto, foram no percentual de horas trabalhadas, que registrou queda de -15,16%, e na massa salarial real, que caiu -12,99%. Em relação a capacidade instalada da indústria de transformação, que demonstra o nível de produção dado sua estrutura disponível, a queda foi de 1,5 pontos percentuais na comparação com o mês anterior e 2,92 p.p. quando comparado com abril do ano passado, sendo esse o pior resultado registrado nos últimos quatro anos. As vendas industriais de abril caíram -8,2% na comparação com o mesmo mês do ano anterior em âmbito estadual e -26,4% no nacional, segundo dados da CNI.

Vendas Industriais

Em comparação com o mesmo período do ano anterior, observou-se queda de -8,17%. Das 14 atividades pesquisadas pela FIESC, 6 tiveram acréscimo neste comparativo, dentre elas as maiores variações positivas observadas em produtos alimentícios (60,4%), produtos de madeira (18,2%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (13,4%). Entre as menores taxas estão as atividades de vestuário e acessórios (-87,7%), produtos têxteis (-54,2%) e móveis (-47,8%).


No acumulado do ano, o crescimento é de 5,37%, sendo observado avanço em sete das 14 atividades, nas quais as maiores ampliações estão em produtos alimentícios (61,2%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (17,5%) e celulose e papel (16,9%). Os piores desempenhos ocorrem nos setores de vestuário e acessórios (-54,6%), produtos têxteis (-21,3%) e veículos, reboques e carroceria (-20,2%).


Utilização da Capacidade Instalada

A utilização da capacidade instalada recuou -1,5 pontos percentuais em relação ao mês de março. Levando em consideração o componente sazonal, essa retração foi de -2,7 pontos. O resultado também é o pior registrado nos últimos quatro anos, sendo 0,47 ponto percentual inferior ao resultado referente ao mês de agosto de 2019, que detinha essa marca.

Já em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve decréscimo de -2,9 p.p., sendo que as atividades de Produtos têxteis (19,4 p.p.), Máquinas e equipamentos (16,9 p.p.) e Produtos de madeira (11,1 p.p.) tiveram os melhores desempenhos. Por outro lado, estão com desempenhos mais fracos os setores de Minerais não metálicos (-50,6 p.p.) e Veículos, reboques e carroceria (-50 p.p.). Deste modo, no acumulado do ano, o indicador acumula decréscimo de -2,9 p.p., informação que pode ser visualizada no gráfico ao lado.



Massa Salarial

Na comparação de abril com o mês anterior registrou-se queda de -12,99%, valor superior ao observado para a variável sem a influência sazonal (que mostra redução de -17,1%). O índice registrado no mês de março havia sido o maior dos últimos quatro anos, totalizando 24,03 pontos percentuais acima da média do período. No Brasil, a CNI apurou que houve queda de -9,5% do índice no mesmo período, sem levar em conta a influência sazonal.


Frente ao mesmo período do ano anterior, a queda é de -0,89%, impactada pelo avanço de sete dos 14 setores avaliados pela FIESC, com destaque para os setores de máquinas e equipamentos, que cresceu 56%, borracha e material plástico, aumentando19,8% e móveis, cujo acréscimo foi de18,3%. Os principais segmentos cujo desempenho foi negativo nesse período foram os de confecções e artigos de vestuário e acessórios, com queda de -44,69% e produtos têxteis, que recuou-21,65%. No acumulado do ano, ou seja, de janeiro até abril, o desempenho da massa salarial é positivo, com taxa igual a 6,3%, tendo sido observado crescimento em 9 setores. Entre eles, destacam-se os segmentos de produtos alimentícios (30,8%), máquinas e equipamentos (22,2%) e borracha e material plástico (17,4%). Já entre os segmentos que tiveram desempenho negativo, estão os setores de metalurgia (-24,5%), vestuário e acessórios (-21,5%) e produtos têxteis (-15%).


Pessoal Empregado

Em comparação com o mês anterior, houve recuo do indicador dessazonalizado de -2,4%. No comparativo com o mesmo mês de 2019, a variável mostra queda de -0,3%, puxada pelo incremento em 4 dos 14 setores de atividades, especialmente em produtos alimentícios (10,4%), celulose e papel (1,9%) e minerais não metálicos (1,5%). Os impactos negativos no pessoal empregado são sentidos principalmente na metalurgia, que teve taxa de -32,5%, e Informática e eletrônicos (-14,6%).


O acumulado do ano apresenta um acréscimo de 1,4%, com ampliação de 7 dos 14 setores avaliados. Dentre estes, os melhores desempenhos estão nos segmentos de produtos alimentícios (9,1%), e minerais não metálicos (2,6%), enquanto em metalurgia e vestuário e acessórios os desempenhos foram de -9,1% e de -4,7%, respectivamente.






Horas Trabalhadas

O número de horas trabalhadas em abril registrou recuo de -15,14% em relação ao mês anterior. Já na comparação com o mesmo período de 2019, registrou-se queda de -15,1%. Esse resultado foi o pior dos últimos quatro anos, tendo ficado 10,99 pontos percentuais abaixo da média para o período. Na comparação dessazonalizada a retração observada foi de -3,13% em relação a março.


Essa queda é acompanhada por uma tendência de escala nacional. Segundo último levantamento feito pela CNI, o país apresentou queda de -19,4% nesse mesmo período e é ainda maior, registrando -21,8% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.


Neste quesito, a ampliação foi observada em dois dos 14 setores que serviram como base para o levantamento, sendo a maior em produtos alimentícios, com crescimento de 7,7%, seguido por borracha e material plástico, que cresceu 0,8%. Na via contrária, apresentando retração destacam-se os segmentos de vestuário e acessórios que recuou -63,5%, de metalurgia, com queda de -48,5% e veículos, reboques e carroceria, com queda de -39,7%.

Com esse desempenho no mês, as horas trabalhadas acumulam no ano uma variação de -2,2%, apresentando maior crescimento nos setores de produtos alimentícios (14,6%), borracha e material plástico (14,4%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (5,4%). Os recuos de maior destaque, por sua vez, são identificados nos segmentos de Vestuário e acessórios (-31,4%) e em Informática e eletrônicos (-30,5%).








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