Startup desenvolve sistema de aluguel de painéis solares

A energia renovável é geralmente definida como energia que é coletada de recursos que são naturalmente reabastecidos em uma escala de tempo humana, como a luz do sol, vento, chuva, marés, ondas e calor geotérmico. Prevê-se que os mercados nacionais de energia renovável continuem a crescer fortemente na próxima década e além. Como a maioria das renováveis fornece eletricidade, a distribuição de energia renovável é frequentemente aplicada em conjunto com a eletrificação, o que traz vários benefícios: por exemplo, a eletricidade pode ser convertida em calor sem perdas e até atingir temperaturas mais altas que combustíveis fósseis, pode ser convertida em energia mecânica com alta eficiência e é limpa no ponto de consumo. Além de que a eletrificação com energia renovável é muito mais eficiente e, portanto, leva a uma redução significativa nas necessidades de energia primária, porque a maioria das energias renováveis não tem um ciclo de vapor com altas perdas (usinas fósseis geralmente têm perdas de 40 a 65%).

O mercado de fontes renováveis no Brasil, como energia solar e eólica, cresce em ritmo acelerado, porém se encontra longe de um cenário realmente transformador. Segundo informação da NREL (National Renewable Energy Laboratory), nos EUA são mais de 1,6 milhões de residências com sistema de energia solar instalados, em comparativo ao Brasil que é de apenas 29 mil, dados da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), ou seja, cerca de 1,8% do mercado americano.


O cofundador e CEO da Solar 21, comenta que este cenário é um reflexo dos altos custos para instalação de sistemas que produzem energia renovável. “Observamos que a grande dificuldade para a expansão de geração de energia solar está no preço. Apesar dos incentivos fiscais, dos financiamentos e diminuição dos preços nos últimos anos, os sistemas são caros, exigindo um alto investimento inicial. O modelo de aluguel surgiu para preencher essa lacuna e alavancar o uso da energia solar no país”, diz o CEO.


Com pouco mais de um ano e meio de mercado, a Solar 21 já atua com projetos nos estados da Bahia, Rio de Janeiro e Brasília. No momento, a startup atende apenas empresas e organizações, ou seja, comércios, condomínios e industrias. Mas a expectativa é que em breve o sistema de aluguel seja disponibilizado também para residências.


Economia


Com contrato de aluguel assinado e projeto instalado, grande parcela da energia consumida virá do sistema solar fotovoltaico, e por isso acontece uma redução nos gastos. A diminuição gira em torno de 95%, mas por ser um sistema alugado, o cliente repassa 70% em forma de aluguel para a Solar21, e fica com os 25% restante.


Um exemplo, se o gasto antigo mensal era R$ 2 mil, com o sistema instalado, o novo gasto será de R$ 1.400. Este valor somado a R$ 100,00 da nova conta de energia da concessionária, totalizaria R$ 1.500 de custo. Uma economia de R$ 500 todo mês para o cliente.


Além disso, a Solar 21 disponibiliza gratuitamente uma aplicativo que permite que o cliente acesso o sistema de gerenciamento solar. Dessa forma, é possível verificar os dados de produção do sistema e também do consumo de energia da concessionária, permitindo uma melhor gestão de energia e verificação do valor da conta, antes mesmo da concessionária enviar a fatura.


Este tipo de modalidade foi estruturado em cima de um modelo de negócio já consolidado nos EUA, pertencente ao bilionário Elon Musk, fundador da gigante TESLA.


Expansão


Com a meta de expandir e tornar o produto escalável em todo o país, a Startup buscou capital para aceleração por meio de um sistema crowdfunding, que nada mais é do que uma plataforma de financiamento coletivo, utilizada por empreendedores para buscar investimentos. Uma alternativa que permite captação de recursos de forma simplificada, ágil, e com amplo alcance de investidores.


Há pouco mais de três meses, a startup foi aprovada na Kria, maior plataforma de equity crowdfunding da América Latina. Até o momento, o projeto já conta com 88 investidores e um total de R$ 302 mil de recursos levantados.


Atualmente o mundo vive uma revolução energética, e a Solar 21 nasceu para fortalecer esta transformação, afirma o CEO. “O que queremos é democratizar o acesso à energia solar no país e construir um Brasil onde cada um possa produzir sua própria energia através do sol. O Kria tem nos ajudado a romper barreiras, conectar às pessoas certas e a concretizar o nosso desejo. Veio para ajudar a construir o futuro e um novo Brasil, sem dúvida”, enfatiza.


Para saber mais sobre a pesquisa: Startup brasileira desenvolve sistema de aluguel de painéis solares, acesse aqui.

Fonte: Portal Met@lica - Construção Civil, 2018.

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