Startup Alemã testa ciclovia geradora de energia solar

A ciclovia é constituída de muitas pastilhas solares feitas de vidro laminado nodoso que formam um tipo de tapete sobre o asfalto. "Esta é uma ciclovia de 35 anos, com desníveis e raízes de árvores", diz o engenheiro inventor do tapete solar e fundador da startup Solmove. "Nós a cobrimos do jeito que estava, colando células fotovoltaicas sobre ela." Usar a ciclovia já existente constitui uma grande vantagem da nova tecnologia, já que construir uma via é bem mais caro. Cada uma das pastilhas, de 10x10 cm, é uma célula solar, que é interligada eletricamente e mecanicamente às outras, formando um tecido flexível e uma camada de borracha absorve o som e conecta o tapete com a parte inferior.

A startup teve a ideia há alguns anos, quando procurava espaços abertos para sistemas solares na região do Allgäu na Alemanha. Todos os telhados com características apropriadas já estavam ocupados, mas havia muitas ruas pouco movimentadas iluminadas pelo sol. Segundo ele, somente na Alemanha há 1,4 bilhão de metros quadrados de ciclovias disponíveis para a produção de energia, situadas em locais de pouca sombra. Essas áreas poderiam ter, assim, dupla utilização.


Nos módulos horizontais, a radiação solar não é ideal para produção fotovoltaica. "A estrada solar gera menos eletricidade do que o modo tradicional, sobre o telhado", explica um pesquisador da Universidade Técnica da Renânia do Norte-Vestfália (RWTH), em Aachen, Alemanha. Usinas de geração de energia em rodovias estão surgindo em diversos países, e os projetos diferem sobretudo na construção e na disposição dos painéis.


Os benefícios sobretudo estão na multifuncionalidade da nova pavimentação: os ladrilhos permitem a associação com circuitos de aquecimento para o inverno, iluminação LED e também de circuitos de indução para o carregamento de veículos elétricos, ou até mesmo de sensores para monitorar e controlar o tráfego, para fazer funcionar, por exemplo, um semáforo.


Na ciclovia solar, a administração da cidade não precisa gastar com o serviço de limpeza de neve e gelo durante o inverno. A pista se autodescongela com a eletricidade gerada por ela mesma. O restante da energia vai para a rede e pode ser consumida pelos moradores locais.


Críticos do projeto dizem que, com o mesmo dinheiro, poderiam ser construídas ou renovadas inúmeras ciclovias convencionais. Já antes da inauguração, vândalos quebraram algumas pastilhas de vidro. Mas é claro que a pista de teste é muito mais cara do que uma rota solar produzida em grande escala. Depois, o pavimento geraria eletricidade por mais dez anos. A longo prazo, a ciclovia solar deve ser mais barata que a normal, que só tem custos.


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Fonte: Deutsche Welle (DW), 2018. Foto: Picture-Alliance /dpa/H.Kaiser

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