Setembro é marcado pelo bom desempenho da indústria, mas utilização da capacidade instalada é baixa

Considerando a sazonalidade do mês, a indústria mostrou desempenho positivo na passagem de agosto para setembro, as vendas industriais do mês cresceram 1,5%, enquanto as horas trabalhadas, massa salarial e total de pessoas empregadas também cresceram. A Utilização da capacidade instalada segue mostrando queda e baixa capacidade de recuperação, mantendo-se em níveis inferiores aos do ano de 2018.



Vendas Industriais


Em setembro, o faturamento real do mês teve decréscimo de -1,2% em relação ao mês anterior, sem a influência sazonal, a variação é de 1,5%. Em comparação com o mesmo mês do ano anterior, há um crescimento de 5,22%. Das 14 atividades pesquisadas pela FIESC, 10 tiveram acréscimo neste comparativo, sendo as maiores variações positivas observadas em Informática e eletrônicos (24%), em Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (23%) e em Metalurgia (22,5%). Já entre as menores taxas estão as atividades de Máquinas e equipamentos (-5,2%), Produtos têxteis (-2,3%) e Borracha e material plástico (-2,1%).


No acumulado do ano, o crescimento é de 2%, sendo observado avanço em 10 das 14 atividades, nas quais as maiores ampliações estão em Informática e eletrônicos (15,3%), em Produtos de metal (11,6%) e em Metalurgia (5,4%). Os menores desempenhos ocorrem em Vestuário e acessórios (-3,5%), em Produtos têxteis (-2,5%) e em Celulose e papel (-1,5%).



Utilização da Capacidade Instalada


A utilização da capacidade instalada mostrou uma variação de -0,5 pontos percentuais em relação ao mês anterior, com o componente sazonal, a mudança foi de -2 pontos. Já em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve decréscimo de -3,5 p.p., sendo que as atividades de Metalurgia (6,5 p.p.), Minerais não metálicos (4,3 p.p.) e Informática e eletrônicos (3 p.p.) tiveram os melhores desempenhos. Por outro lado, estão com desempenhos mais fracos os setores de Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-19,8 p.p.) e Produtos alimentícios (-10,4 p.p.). Deste modo, no acumulado do ano, o indicador acumula decréscimo de -3,5 p.p., informação que pode ser visualizada no gráfico a seguir.


Massa Salarial


No mês, quando confrontado com mês anterior houve ampliação de 0,8%, valor inferior ao observado para a variável sem a influência sazonal (que mostra crescimento de 3,7%). Frente ao mesmo mês do ano anterior, a ampliação é de 7,2%, impactada pelo avanço de 10 dos 14 setores avaliados pela FIESC, especialmente em Vestuário e acessórios (22,8%), Borracha e material plástico (18,9%) e Celulose e papel (14,2%).


No acumulado do ano, o desempenho da Massa Salarial é positivo, com taxa igual a 4,4%, sendo identificado crescimento em 12 setores. Os destaques ficam com Vestuário e acessórios (20,1%), Borracha e material plástico (19,1%) e Veículos, reboques e carroceria (15,3%). Já as menores taxas estão nos setores de Produtos têxteis (-5,5%), Produtos alimentícios (-1,9%) e Móveis (0%).


Pessoal Empregado


Em relação ao mês anterior, houve avanço do indicador dessazonalizado de 0,2% (enquanto a série original amplia 0,5%). No comparativo com o mesmo mês de 2018, a variável mostra aumento de 2%, puxada pelo incremento em 9 dos 14 setores de atividades, especialmente em Produtos de Metal (5,9%), Produtos alimentícios (5,7%) e Máquinas e equipamentos (5,1%). Os impactos negativos no pessoal empregado são sentidos principalmente em Móveis, que teve taxa de -7,3%, além de Veículos, reboques e carroceria (-3,9%).


No ano, o índice mostra um acréscimo de 1,8%, com ampliação de 11 dos 14 setores avaliados. Dentre estes, as maiores variações positivas estão nos segmentos de Metalurgia (6,6%), Máquinas e equipamentos (4,6%) e Produtos de Metal (4%), enquanto em Móveis e Celulose e papel os desempenhos foram de -3% e de -0,9%, respectivamente.



Horas Trabalhadas


O número de horas trabalhadas apontou acréscimo de 0,24% em relação ao mês anterior, já em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve incremento de 2%. Neste quesito, a ampliação é observada em 9 dos 14 setores avaliados pela FIESC, sendo maior em Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (11,3%) e em Metalurgia (9,3%). Na via contrária, encontram-se os segmentos de Veículos, reboques e carroceria (-16,3%), Vestuário e acessórios (-13,2%) e Celulose e papel (-5,9%).


Dado este desempenho no mês, as horas trabalhadas acumulam no ano uma variação de 1,4%, apresentando maior crescimento nos setores de Metalurgia (9,8%), em Produtos de Metal (6,7%) e Máquinas e equipamentos (5,1%). Os recuos de maior destaque, por seu turno, são identificados nos segmentos de Veículos, reboques e carroceria (-7,8%) e em Móveis (-5%).



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