Santa Catarina melhora panorama de afastamento por motivos de saúde na Indústria

Atualizado: 2 de Out de 2018


De acordo com os dados da Relação Anual de Informações Socais (RAIS),

publicados na última sexta-feira, 28 de outubro, pelo Ministério do Trabalho, Santa

Catarina registrou 25.936 afastamentos ocupacionais no ano de 2017. O número de

afastamentos por doença não relacionada ao trabalho foi de 287.141. Ambos

demostrando diminuição de 6,3% e 2,0% em relação ao ano anterior, respectivamente.


Na Indústria, o número de afastamentos ocupacionais no período foi de 13.551,

número inferior à 2016. A taxa de incidência* de afastamentos ocupacionais foi de 2,7

a cada 1.000 trabalhadores. Destes, 77,6% foram afastamentos por acidentes de

trabalho típico, 14,9% por doenças relacionadas ao trabalho e 7,5% por acidentes de

trajeto. Os acidentes ocorreram, em sua maioria, em trabalhadores do sexo masculino

(77,7%), na faixa etária de 30 a 39 anos (26,8%), com escolaridade básica (44,5%) e

com renda de 1 a 2 salários mínimos (54,1%).


Já a taxa de afastamentos por doenças não relacionadas ao trabalho na

Indústria foi de 173,6 para cada 1.000 trabalhadores. Esse número representou 91,1%

dos afastamentos por motivo de saúde. Similarmente aos afastamentos ocupacionais,

os gerados por doença não relacionada ao trabalho foram, em sua maioria, registrados

para trabalhadores do sexo masculino (56,6%), na faixa etária de 30 a 39 anos (26,8%),

escolaridade básica (43,1%) e renda de 1 a 2 salários mínimos (55,8%).


Além do impacto na produtividade, uma importante consequência dos

afastamentos para a Indústria são os custos diretos para as empresas. O custo

estimado das empresas catarinenses com afastamentos foi da ordem de R$

9.280.629,50 para os motivos de saúde ocupacional e R$ 54.235.727,48 para os

motivos de doença não relacionada ao trabalho. Esses valores correspondem apenas a

média salarial dos primeiros quinze dias dos trabalhadores afastados, não

considerando encargos sociais e outros gastos que a empresa possa ter, como

treinamento e substituição de funcionários.


Entre os anos de 2012 e 2017, a indústria catarinense teve uma redução média

de 5,1% e 4,6% na taxa de afastamentos ocupacionais e por doença não relacionada ao

trabalho, respectivamente. Essa tendência de queda deve ser analisada com cautela,

observando alterações cíclicas e sazonais, como o trabalho informal e a subnotificação

dos acidentes. Ressalta-se, que a RAIS contém dados apenas de trabalhadores formais,

e essa informação é utilizada no cálculo da taxa, o que permite a comparação entre os

períodos. Assim, pode-se supor, que o Estado tem mostrado uma melhora nesses

indicadores de saúde e segurança na Indústria.


Confira a série histórica dos afastamentos em Santa Catarina de acordo com a

sua geolocalização e setores econômicos no Portal Setorial FIESC.


*Taxa de incidência é a razão entre o número de novos afastamentos a cada ano e a

população exposta ao risco.


Fonte: Ministério do Trabalho - RAIS e Observatório FIESC.

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