Quais setores já se recuperaram da crise?

Não é novidade que a recessão econômica brasileira dos últimos anos foi severa para todas as regiões e atividades econômicas. Em dois anos, 2015 e 2016, o PIB brasileiro caiu 7,2%, o que representou a maior recessão desde 1948.


Já em 2017, os primeiros sinais de reversão da trajetória de queda da atividade econômica começaram a aparecer, com o crescimento de 1% do PIB nacional. Ainda assim, o Brasil continuou a apresentar redução no número de trabalhadores totais na ordem de 20 mil vagas, as quais só retornaram com mais força em 2018.


Por outro lado, Santa Catarina vem se destacando na rapidez de sua recuperação econômica. Ainda no final de 2017, o estado liderou a geração de vagas de trabalho no Brasil em termos nominais tanto no total da economia como no setor industrial. Com a sequência destes resultados positivos em 2018, questiona-se quais dos setores industriais já conseguiram recuperar o nível de trabalhadores após a recessão econômica.


Para isso, montamos abaixo um gráfico onde o eixo vertical representa o saldo de empregos (admissões menos desligamentos) desde 2015, enquanto que no eixo horizontal, mostramos a tendência de geração de empregos dos últimos 12 meses. Dessa forma, considerando os dados até julho de 2018, os setores que se mantém no quadrante superior do gráfico são os que possuem saldo positivo e, portanto, já se recuperaram da crise, enquanto que os setores que se apresentam no quadrante da direita são os que possuem tendência de melhorar seus desempenhos nos próximos meses.


Recuperação econômica dos setores industriais catarinenses e tendências de crescimento desde 2015

Com essa visualização, fica claro que o setor que enfrentou menores dificuldades na manutenção de seus trabalhadores foi a atividade alimentícia, que apesar de acompanhar movimentos de perdas dos empregos até junho de 2016, não chegou a apresentar saldos acumulados negativos em nenhum momento do período. Tal dinâmica deve-se a própria natureza de produção de bens essenciais, que são mais resilientes às variações no poder de compra dos consumidores.


Além da produção de alimentos, situam-se como setores que já possuem volume de trabalhadores superior ao de 2014 as atividades de Madeira, Veículos, Celulose e Papel e Metalurgia. Os demais, à exceção da Confecção, também apresentam perspectivas positivas e, portanto, devem se recuperar totalmente da redução de empregos da crise nos próximos meses.


Fonte: Ministério do Trabalho, CAGED e Observatório FIESC.

*O tamanho dos setores no gráfico é representado pelo volume total de trabalhadores da RAIS 2016.

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