Produção enxuta ainda tem uso limitado na gestão das indústrias catarinenses

O resultado da pesquisa da CNI mostrou que em Santa Catarina, das 15 técnicas associadas à produção enxuta, um terço das indústrias de transformação (36%) utiliza de 10 a 15 técnicas, ainda que de forma isolada, mas outros 29% não utilizam ou utilizam até 3 técnicas.

Quando observado o resultado por porte das indústrias o cenário se modifica, revelando que, enquanto as indústrias de pequeno porte não fazem o uso de nenhuma das 15 técnicas em 16% dos casos, as indústrias de grande porte utilizam pelo menos uma das técnicas em 100% dos casos. Isso evidencia um caminho para o crescimento, já que adotar as técnicas e a filosofia da manufatura enxuta esta auxiliando as grandes indústrias no processo de corte dos desperdícios e aumento da produtividade entre outros benefícios.

Uso de técnicas de manufatura enxuta por porte da indústria catarinense

Percentual de respostas por faixa de número de ferramentas utilizadas de forma isolada ou completa


Em 2018, 13 das 15 técnicas de manufatura enxuta pesquisadas foram adotadas por mais da metade das indústrias manufatureiras, entre elas: Trabalho Padronizado, Gestão Visual, Programa 5S, Kaizen, Mapeamento do fluxo de valor, 5 Why (Cinco Porquês), Layout Celular, SMED (Troca Rápida de Ferramentas), OEE (Eficiência Global dos Equipamentos), TPM (Manutenção Produtiva Total), Relatório A3 (A3 Report), Heijunka e Kanban. O Trabalho Padronizado, a Gestão Visual e o Programa 5S são as práticas mais difundidas no segmento, sendo adotadas por 87%, 79% e 78% das empresas, respectivamente. Elas atacam perdas, sendo a operação (posto de trabalho e máquina) o foco de ambas.


Tais ferramentas também estão entre as mais utilizadas quando a análise ocorre por porte das indústrias, juntamente com o Kaizen e o Mapeamento do Fluxo de Valor. Esses resultados evidenciam que tais metodologias são aplicáveis em organizações de todos os portes, contudo, seu uso nas empresas de pequeno e médio porte ainda apresentam espaço para crescimento.


Entre os principais motivos apontados pelas empresas catarinenses para usar as ferramentas e técnicas de manufatura enxuta está a redução de desperdício, defeitos e retrabalho (68%) e aumentar a produtividade (56%).


O cenário se repete se analisado o porte das indústrias, com exceção das indústrias de pequeno porte que apontam “aumentar a qualidade de produtos e serviços” como segundo principal fator para a adoção das técnicas de manufatura enxuta.


Ainda sobre as indústrias de pequeno porte, destaca-se 46% dessas não apesentarem resposta aos motivos da adoção das técnicas mesmo fazendo o uso dessas ferramentas. Esse fato pode indicar que mesmo utilizando a ferramenta, seu real benefício pode não ser conhecido pelas indústrias de pequeno porte.


Entre as principais barreiras a adoção das ferramentas e técnicas da manufatura enxuta está o alto custo de consultoria e/ou implantação (37%), a falta de qualificação dos trabalhadores para implementar as técnicas (31%) e a falta de conhecimento das ferramentas e técnicas (30%).


O conhecimento de tais ferramentas também é tratado na pesquisa e os resultados mostram que mais da metade da indústria catarinense conhece 14 das 15 ferramentas, apenas a técnica Yamazumi é conhecida por 44% das empresas. Já o quadro analisado por porte revela que, enquanto mais da metade das indústrias de grande porte conhecem todas as 15 ferramentas, as de pequeno porte conhecem somente 9 ferramentas. Logo, fornecer e estimular o conhecimento dessas ferramentas se faz importante no contexto Catarinense.

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