Opiniões globais do uso e adesão de tecnologias digitais em cuidados de saúde - 2018

Atualizado: 10 de Out de 2018


Saúde num "Clique", o poder do Dr. Google e outras mídias digitais

O primeiro tema de destaque da pesquisa realizada pela Ipsos, em 27 países, entre eles o Brasil, é o poder da mídia social como fonte de informação de saúde. A pesquisa revelou que 43% das pessoas recorrem a mecanismos de busca on-line como o Google® para esclarecer dúvidas a respeito de cuidados de saúde, sintomas de doenças, tratamentos, etc. O uso desse tipo de estratégia para esclarecimento de informações de saúde só perde para consulta aos próprios médicos ou outros profissionais de saúde que, segundo a pesquisa, é a preferência de 58% das pessoas.

A proporção de pessoas que responderam recorrer às mídias digitais para esclarecer dúvidas foi maior do que a daqueles que afirmam abordar parentes e amigos ou farmacêuticos quando precisam desse tipo de informação. Outros recursos on-line também são relativamente populares entre as pessoas que precisam de orientação médica, como enciclopédias on-line, como a Wikipédia, e sites de informações médicas.



É preciso criar uma cultura de uso de tecnologias em saúde


Apenas 2% da população global entrevistada respondeu que usou e usará novamente Tecnologia de Assistência Médica (áudio e/ou mensagens de vídeo, aplicativos em um computador, tablet ou smartphone) para se comunicar com seus médicos ou especialistas, percentual inferior aos 8% dos respondentes brasileiros. Quanto a estar disposto a tentar a experimentar, 44% dos entrevistados responderam não ter usado, mas que tentariam usar.


O uso de dispositivos/ferramentas de gerenciamento da saúde na era digital parece um hábito, mas apenas 7% dos entrevistados brasileiros responderam usar dispositivos com esse objetivo; 15% afirmou ter usado, mas não usar atualmente e 71% declarou nunca ter usado. O desataque no uso de dispositivos de gerenciamento de saúde foram com chineses, com 28% de adesão.


A principal barreira global para o uso de dispositivos conectados de saúde é o custo, com 28% e a segunda é a falta de conhecimento a respeito dessas ferramentas, com 26%. A terceira é a falta de interesse em tecnologias para a saúde e igualmente a preocupação com a privacidade dos dados de saúde e quem terá acesso a eles, com 17% cada um dos itens.


Médicos são potenciais facilitadores na adesão de tecnologias no cuidado com saúde


A pesquisa aponta outro resultado esperado que é a confiança que os indivíduos têm nas recomendações do seu médico. Quando perguntado se usaria dispositivos digitais de saúde como parte do seu tratamento de saúde, recomendado pelo próprio médico, por enfermeira, por farmacêutico, por seguro de saúde, por familiares ou amigos, a maior possibilidade de adesão, tanto no mundo como no Brasil, é quando a recomendação é feira pelo médico da pessoa (70% no mundo e 68% no Brasil).

Time Observatório FIESC:

Angélia Berndt

Camilie Pacheco Schmoelz

Danielle Biazzi Leal


Fonte: IPSOS GLOBAL ADVISOR. Global Views On Healthcare – 2018.


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