O Brasil no Índice Global de Inovação 2018

O Índice Global de Inovação (GII) é atualmente um dos principais instrumentos de referência sobre a situação da inovação no mundo. O estudo reconhece o importante papel da inovação como motor do crescimento econômico e da prosperidade e apresenta a necessidade de uma visão mais ampla da inovação aplicável a economias emergentes e desenvolvidas, produzindo indicadores que vão além das medidas tradicionais da inovação, como o nível de P&D (pesquisa e desenvolvimento).


No ranking mundial, a China entrou para a lista das 20 principais economias mais inovadoras, ao passo que a Suíça mantém o primeiro lugar no Índice Global de Inovação, seguido dos Países Baixos, Suécia, que permutaram as suas posições do estudo anterior. Completando a lista dos 10 melhores classificados: Reino Unido, Singapura, Estados Unidos da América, Finlândia, Dinamarca, Alemanha e Irlanda. O Brasil está atualmente na posição 64 entre os 126 países participantes e está em um movimento de voltar a posição em que estava em 2014, que era a 61ª posição.

Movimentos no ranking – Top 10 e Brasil - do Índice Global de Inovação


Nos rankings regionais, a pontuação do índice global de inovação varia conforme as regiões do mundo. As regiões com maior pontuação são América do Norte, seguida da Europa e Sudeste Asiático, Leste Asiático e Oceania (figura a seguir). O Brasil não está entre os três primeiros países em inovação da América Latina e Caribe. Brasil está recuperando, mas não evoluiu e dentre os obstáculos para o nosso país se tornar um ator global relevante em inovação está a falta de coordenação do Sistema Nacional de Inovação e a “dispersão” dos programas e incentivos à inovação.


Rankings Regionais do Índice Global de Inovação



Ao construir um gráfico da pontuação do índice global de inovação (GII) versus o produto interno bruto (PIB) per capita com paridade de consumo ($PPP) com a adição do tamanho da população (figura a seguir), verifica-se que existe uma relação direta entre a riqueza gerada e a inovação. Destaca-se que a China já está entre os líderes de inovação, a Índia figura como empreendedora em inovação e que o Brasil está com desempenho com expectativas para o nível de desenvolvimento.



Sobre o estudo: a 11ª edição do GII (2018) é copublicado pela Universidade Cornell (cornell.edu), pelo INSEAD (insead.edu) e pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI, agência especializada das Nações Unidas - wipo.int). Em 2018, o estudo conta com a experiência dos Parceiros de Conhecimentos: a Confederação das Indústrias Indianas, a PricewaterhouseCoopers (PwC) Strategy&, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), bem como de um conselho de especialistas internacionais.


Os fatores de inovação são permanentemente avaliados, incluindo as seguintes características: 126 países/perfis econômicos, incluindo dados, classificações, forças e fraquezas; 80 indicadores (57 são dados diretos, 18 indicadores compostos e 5 perguntas de pesquisa) de mais de 30 fontes internacionais públicas e privadas;


O GII 2018 é calculado pela média de dois subíndices (figura a seguir) de: insumos de inovação mede os elementos da economia nacional que possibilitam as atividades inovadoras agrupados em cinco pilares: (1) Instituições, (2) Capital humano e pesquisa, (3) Infraestrutura, (4) Sofisticação do mercado, e (5) Sofisticação empresarial; produtos de inovação representa a evidência real dos resultados da inovação, dividido em dois pilares: (6) Produtos de conhecimento e tecnologia e (7) Produtos criativos.



Time do Observatório:

Juliano Pacheco.

Fonte: Global Innovation Index. Cornell, INSEAD e WIPO, 2018.

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