Nível de importações diminui no mês de julho

A balança comercial do estado movimentou um total de U$ 1,79 bilhões em julho, registrando déficit de U$ 344 milhões. No total, foi exportado um montante equivalente a U$ 724 milhões, enquanto as importações corresponderam a U$ 1.068 milhões. As variações frente ao mesmo mês do ano anterior foram de -9,2% e -27,7%, respectivamente. O segmento de carne suína segue impulsionando os níveis de exportação, enquanto o volume de importações apresentou queda entre os principais parceiros comerciais.


Exportações de Santa Catarina

O montante de exportações catarinenses no mês de julho foi de U$ 724 milhões, uma retração de 9,2% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O estado permanece sendo o principal exportador de carne suína do país, representando 51,6% do total exportado no Brasil em 2020. Esse resultado pode ser explicado pelo aumento da demanda pelo produto por parte do mercado asiático, que passou por uma queda brusca em seu rebanho suíno em 2019, e pelo elevado grau de investimento em saúde animal e garantias da qualidade do produto em Santa Catarina, reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal. Países como China, Hong Kong e Japão apresentaram aumento significativo no volume de importações do mercado catarinense, em relação ao ano anterior. Os Estados Unidos também apresentaram aumento no volume de compra do produto, também com escassez no rebanho motivada pelos impactos da epidemia do novo coronavírus no setor produtivo que atende à demanda interna do país.

O nível de exportação de carne de aves apresentou queda de 38,6% em relação ao último resultado. Isso se deve, em parte, pela retomada do mercado em outros estados, que haviam sofrido embargos no primeiro semestre do ano passado e tiveram o espaço ocupado por Santa Catarina.


Os volumes de exportação de soja e tabaco, por sua vez, apresentaram aumento frente a julho do ano passado, caracterizado principalmente por questões sazonais relacionadas a clima e produtividade.

A China segue como principal parceiro comercial do estado, com o volume de exportações crescendo 21,8% frente a julho de 2019. Um destaque positivo foi o dos Países Baixos, cujo crescimento foi de 62,8% no período, puxado pelo aumento na demanda por derivados de carne.

Importações de Santa Catarina

As importações do estado movimentaram U$ 1.068 milhões em julho, resultando em retração de 13,9% no comparativo do acumulado do ano em relação a 2019. O baixo desempenho é reflexo da redução na atividade industrial no estado, impactado principalmente pelos reflexos negativos da pandemia sobre a atividade econômica. Em nível nacional, o montante foi de U$ 11,5 bilhões julho, e representou redução de 10,5% na comparação do acumulado do ano.

O principal produto importado no mês de julho foram os fertilizantes, insumo utilizado na produção de produtos como soja e tabaco, que tiveram destaque nas exportações. Apesar disso, na comparação mensal, o volume importado foi 19,5% menor que o registrado em julho passado. Cabe ressaltar que as importações para esse tipo de produto seguem o calendário agrícola, isto é, o ciclo de plantio de diferentes culturas.

Produtos relacionados a área da saúde apresentaram aumento no montante de importações. A importação de luvas de borracha apresentou variação positiva em relação a julho de 2019 (152,3%), explicada em parte pelo aumento da demanda interna, causada pelos impactos da pandemia.


O cobre, utilizado em setores como metalurgia, veículos e máquinas e aparelhos elétricos, registrou queda de 46,4%. Em contrapartida, houve aumento nas importações de produtos laminados, que possuem como destino as indústrias de metalurgia, alumínio e construção civil, onde as expectativas e condições para o setor apresentaram melhora segundo o Índice de confiança do empresário industrial (ICEI).

A compra de produtos junto aos principais parceiros registrou retração de forma geral no mês de julho, na comparação com igual período do ano anterior. A China, principal parceira comercial, teve queda de 13,7% em relação a 2019; seguida pela Argentina com redução de 44,2%. Em alguns casos pontuais observou-se crescimento do volume de importações em países como Malásia, devido ao alto volume de importações de luvas de borracha, visando atendimento da demanda interna, e Portugal, origem de grande parte da demanda ascendente por azeite de oliva e vinhos.


É importante destacar que o aumento da volatilidade no câmbio gera dificuldade por parte dos industriais em planejar a compra de produtos industrializados e insumos para suas produções. As desvalorizações cambiais recentes aumentam o custo do importador que, somados às incertezas quanto ao avanço da pandemia, afetam a previsibilidade de geração de receitas, insumos e estoques.


Balança comercial nacional

A balança comercial nacional registrou superávit de U$ 8,06 bilhões, no mês de julho. O superávit na balança comercial pode trazer benefícios fiscais ao país, podendo sustentar, inclusive, uma eventual retomada econômica conforme os efeitos da pandemia sejam atenuados.


A China aparece como principal demandante das exportações brasileiras em julho. A variação do montante no período foi de 24,3% em relação a 2019. Esse aumento se deve, em parte, pela melhora na situação econômica do país, que se encontra em período de atenuação da pandemia. Entre os principais produtos demandados encontram-se soja e minérios de ferro.

Além do mercado chinês, Espanha e Canadá também apresentaram variação positiva frente ao mês de julho do ano passado, por conta do aumento do volume de exportações de soja para a Espanha e ouro para o Canadá. Por outro lado, Estados Unidos e Argentina, parceiros comerciais recorrentes, apresentaram recuo no mesmo período, em função dos choques de demanda interna causados pelos impactos da pandemia em escala global.


Nas importações observa-se aumento de 15,2% em inseticidas e herbicidas, utilizados para controle de pragas nas plantações, possibilitado, em parte, pela regulamentação de novos compostos visando aumento da produtividade das terras.


Santa Catarina apresentou o nono maior montante exportado em relação aos demais estados, tanto no resultado do mês, quanto no acumulado do ano. No que tange as importações o estado foi o segundo maior importador no mês e o terceiro no acumulado do ano.


De janeiro a julho, as exportações brasileiras registraram U$ 120 bilhões, representando queda de 6,7% ante 2019. Santa Catarina alcançou U$ 4,7 bilhões no comparativo, com redução de 11,5%. Em relação às importações, as compras internacionais foram o equivalente a U$ 90,9 bilhões, com redução de 10,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Santa Catarina registrou U$ 8,2 bilhões em mesmo período, com queda de 13,9%.


O relatório pode ser baixado na íntegra no formato PDF através do link a seguir:

Balança_Comercial_-_Julho_2020
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