Mês de novembro é positivo e deve consolidar crescimento da indústria próximo a 3% no ano

Considerando a sazonalidade do mês, a indústria mostrou desempenho positivo na passagem de outubro para novembro. As vendas industriais do mês cresceram 1,8% e as horas trabalhadas cresceram 0,9%. A utilização da capacidade instalada, que reduziu cerca de 0,2 ponto em relação ao mês passado e permanece inferior a novembro de 2018.



Vendas Industriais


Em novembro, o faturamento real do mês teve crescimento de 0,2% em relação ao mês anterior, sem a influência sazonal, a variação é de 1,8%. Em comparação com o mesmo mês do ano anterior, há um crescimento de 8,57%. Das 14 atividades pesquisadas pela FIESC, 11 tiveram acréscimo neste comparativo, sendo as maiores variações positivas observadas em Vestuário e acessórios (17,1%), em Borracha e material plástico (14,9%) e em Máquinas e equipamentos (13,4%). Já entre as menores taxas estão as atividades de Produtos de madeira (-11,7%), Móveis (-1,5%) e Metalurgia (-1,2%).


No acumulado do ano, o crescimento é de 3%, sendo observado avanço em 11 das 14 atividades, nas quais as maiores ampliações estão em Informática e eletrônicos (14,5%), em Produtos de metal (11,6%) e em Metalurgia (5,3%). Os menores desempenhos ocorrem em Vestuário e acessórios (-1,6%), em Produtos de madeira (-0,9%) e em Produtos têxteis (-0,6%).


Utilização da Capacidade Instalada


A utilização da capacidade instalada mostrou uma variação de -0,2 pontos percentuais em relação ao mês anterior, com o componente sazonal, a mudança foi de 0 pontos. Já em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve decréscimo de -1,1 p.p., sendo que as atividades de Metalurgia (19,7 p.p.), Borracha e material plástico (2,5 p.p.) e Informática e eletrônicos (2,4 p.p.) tiveram os melhores desempenhos. Por outro lado, estão com desempenhos mais fracos os setores de Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-18,4 p.p.) e Máquinas e equipamentos (-5,2 p.p.). Deste modo, no acumulado do ano, o indicador acumula decréscimo de -1,1 p.p., informação que pode ser visualizada no gráfico a seguir.


Massa Salarial


No mês, quando confrontado com mês anterior houve ampliação de 0,5%, valor superior ao observado para a variável sem a influência sazonal (que mostra redução de -0,7%). Frente ao mesmo mês do ano anterior, a ampliação é de 5,7%, impactada pelo avanço de 8 dos 14 setores avaliados pela FIESC, especialmente em Vestuário e acessórios (27,4%), Borracha e material plástico (18,2%) e Produtos de Metal (9%).


No acumulado do ano, o desempenho da Massa Salarial é positivo, com taxa igual a 4,6%, sendo identificado crescimento em 11 setores. Os destaques ficam com Vestuário e acessórios (20,4%), Borracha e material plástico (18,8%) e Veículos, reboques e carroceria (11,9%). Já as menores taxas estão nos setores de Produtos têxteis (-6,4%), Móveis (-0,5%) e Produtos alimentícios (-0,3%).


Pessoal Empregado


Em relação ao mês anterior, houve avanço do indicador dessazonalizado de 0,1% (enquanto na série original ocorre ampliação de 0,4%). No comparativo com o mesmo mês de 2018, a variável mostra aumento de 1,8%, puxada pelo incremento em 7 dos 14 setores de atividades, especialmente em Produtos alimentícios (6,8%), Produtos de Metal (5%) e Máquinas e equipamentos (3,5%). Os impactos negativos no pessoal empregado são sentidos principalmente em Vestuário e acessórios, que teve taxa de -4,2%, além de Móveis (-4,1%).


No ano, o índice mostra um acréscimo de 1,8%, com ampliação de 10 dos 14 setores avaliados. Dentre estes, as maiores variações positivas estão nos segmentos de Metalurgia (5,5%), Máquinas e equipamentos (4,4%) e Produtos de Metal (4,2%), enquanto em Móveis e Celulose e papel os desempenhos foram de -3,3% e de -0,8%, respectivamente.



Horas Trabalhadas


O número de horas trabalhadas apontou acréscimo de 0,95% em relação ao mês anterior, já em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve incremento de 2,6%. Neste quesito, a ampliação é observada em 8 dos 14 setores avaliados pela FIESC, sendo maior em Borracha e material plástico (15,3%) e em Produtos alimentícios (8,1%). Na via contrária, encontram-se os segmentos de Informática e eletrônicos (-31,6%), Veículos, reboques e carroceria (-21,8%) e Móveis (-7,2%).


Dado este desempenho no mês, as horas trabalhadas acumulam no ano uma variação de 1,6%, apresentando maior crescimento nos setores de Metalurgia (8,2%), em Produtos de Metal (6,4%) e Máquinas e equipamentos (4,9%). Os recuos de maior destaque, por seu turno, são identificados nos segmentos de Veículos, reboques e carroceria (-10,4%) e em Móveis (-5,5%).



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