Mês de maio é marcado pelo fechamento de vagas na indústria nacional e catarinense

O mercado de trabalho de Santa Catarina registrou ao fechamento de -1159 vagas com carteira assinada em maio de 2019. Apesar de ser o 4º pior do Brasil no mês, o estado se mantém em 3º lugar no saldo de empregos total do ano, com 48.469 novos postos de trabalho. Na indústria de transformação, o desempenho catarinense ocupa o 2º lugar no ano, com 29.531 vagas de emprego, atrás apenas de São Paulo. Os setores de destaque no mês são Alimentos e Bebidas, Têxtil e Vestuário e Elétrico e de Comunicações.


Análise do Saldo de Empregos


Os dados divulgados pelo CAGED – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – mostraram que o mercado de trabalho em Santa Catarina admitiu 84.364 trabalhadores e desligou 85.523 em maio de 2019, o que resultou no saldo de -1.159, variação de -0,06% em relação ao volume do mês anterior. Entre os grandes setores, os únicos que registraram saldo positivo no mês foram os Serviços (1.220) e a Construção (345). A Indústria de Transformação (-326), o Comércio (-1.226), e a Agropecuária (-1.557) fecharam vagas no mês. No acumulado de 2019, a economia catarinense criou 48.469 postos de trabalho.





No acumulado de 2019, a indústria de transformação acumula saldo de 29.531 empregos, com destaque para o setor Têxtil e Vestuário, que soma 8.539 vagas. As atividades relacionadas a Alimentos e Bebidas e Madeira e Mobiliário se destacam como o segundo e terceiro setores que mais geraram vagas no ano, 4.293 e 2.739, respectivamente.


No comparativo com os meses de maio dos nove anos anteriores (2010-2019), percebe-se que o saldo acumulado do ano é o maior desde 2013, enquanto o valor para o mês de maio segue comportamento padrão de maiores dificuldades na geração de vagas.


Municípios


O gráfico abaixo mostra os maiores destaques (positivos e negativos) no saldo total de empregos no ano para os municípios catarinenses. Os três maiores desempenhos ficaram entre Joinville (6.204), Blumenau (3.407) e Chapecó (2.961). Do lado oposto ficaram Florianópolis (-1.603), Balneário Camboriú (-823) e Laguna (-218). No mês, destacam-se Chapecó com o maior saldo em termos absolutos (333 novos postos de trabalho), seguido por São José (com 255) e Brusque (com saldo de 163). O desempenho inferior fica para Balneário Camboriú, com uma perda de -318 postos. Além dele, Jaraguá do Sul (-218) e Mafra (-145) também tiveram desempenho negativo.


Brasil e outros estados


Em maio de 2019, o Brasil apresentou expansão do emprego formal, com um saldo de 32.140 postos de trabalho. Este valor é resultado do avanço de 5 dos oito setores de atividades considerados no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, tendo principal destaque a Agropecuária (37.373), seguido a Construção Civil (8.459 postos) e dos Serviços (2.533). No emprego total do mês, o saldo foi puxado pelo crescimento em 4 regiões: Sudeste (29.498), Centro-oeste (6.148), Norte (4.110) e Nordeste (3.319). Entre os estados, a liderança é assumida por São Paulo, que criou 132.624 novos postos. Em segundo lugar está Minas Gerais (75.175), seguido de Santa Catarina (48.469) e Paraná (39.737). No desempenho nacional dos estados do Sul, durante o acumulado do ano, Santa Catarina encontra-se no 24º lugar, enquanto o Paraná se encontra no 9º (1.431) e o Rio Grande do Sul no 27º (-11.207).


Com relação à Indústria de Transformação nacional, houve crescimento em 4 dos 12 subsetores. Os principais destaques em maio de 2019 foram as indústrias de Alimentos e Bebidas (2.677 postos), Químico e Produtos Farmacêuticos (1.160), Borracha, Fumo e Couros (5) e Mecânico (1.222). Mostrou menor desempenho a indústria de Calçados (-4.765).

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