Internet de Ouvidos? O que vem a seguir para casas inteligentes

Atualizado: 3 de Dez de 2018


As casas estão ficando progressivamente “mais inteligentes” há décadas, mas a próxima geração de casas inteligentes pode oferecer o que dois cientistas da Case Western Reserve University, universidade de Ohio nos Estados Unidos, chamam de “Internet dos Ouvidos”.



A casa inteligente de hoje possui aparelhos, sistemas de entretenimento, câmeras de segurança e sistemas de iluminação, aquecimento e resfriamento conectados uns aos outros e à Internet. Eles podem ser acessados e controlados remotamente por aplicativos de computador ou smartphone. A tecnologia de interconectar prédios comerciais, industriais ou governamentais, um dia até mesmo comunidades inteiras, também é “Internet das Coisas” ou IoT.


Professores de engenharia elétrica e ciência da computação na Case School of Engineering, também de Ohio, tem experimentado um novo conjunto de sensores. Esse sistema leria não apenas as vibrações, sons - e até a marcha específica, ou outros movimentos - associados a pessoas e animais em um prédio, mas também quaisquer mudanças sutis no campo elétrico.

Embora ainda a uma década de estar disseminada no mercado, a casa do futuro poderia ser um edifício que se ajusta à sua atividade com apenas alguns sensores pequenos e ocultos nas paredes e no chão e sem a necessidade de câmeras invasivas.


Um edifício que "escuta"

"Estamos tentando construir um edifício que seja capaz de 'escutar' os humanos dentro", disse um professor assistente de engenharia elétrica e ciência da computação. “Estamos usando princípios semelhantes aos do ouvido humano, onde as vibrações são captadas e nossos algoritmos as decifram para determinar seus movimentos específicos. É por isso que chamamos isso de "Internet dos ouvidos".


Os cientistas esperam que o sistema possa fornecer muitos benefícios. “A primeira vantagem será a eficiência energética dos edifícios, especialmente em iluminação e aquecimento, já que os sistemas se ajustam a como os humanos estão se movendo de uma sala para outra, alocando energia de maneira mais eficiente”, disse o cientista. Outro benefício poderia ser a capacidade de rastrear e medir a integridade estrutural e a segurança de um prédio, com base na ocupação humana - o que seria crítico em um terremoto ou furacão, por exemplo.


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Fonte: Stanford, 2018. Fotos: Shutterstock / Case Western Reserve University

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