Informática e produtos de metal influenciam crescimento do faturamento no ano

As vendas industriais do mês de agosto cresceram 4,4% em relação ao mês anterior, sem a influência sazonal, a variação é de 0,54%. Já a utilização da capacidade instalada mostrou uma variação de -0,8 ponto percentual em relação ao mês anterior. O número de horas trabalhadas apontou decréscimo de 0,28% em relação ao mês anterior, enquanto o indicador de pessoal empregado recuou 0,19% nesse comparativo.



Vendas Industriais


Em agosto, o faturamento real do mês teve crescimento de 4,4% em relação ao mês anterior, sem a influência sazonal, a variação é de 0,5%. Em comparação com o mesmo mês do ano anterior, há um decréscimo de -1,22%. Das 14 atividades pesquisadas pela FIESC, 6 tiveram acréscimo neste comparativo, sendo as maiores variações positivas observadas em Metalurgia (8,2%), em Minerais não metálicos (4%) e em Informática e eletrônicos (3,8%). Já entre as menores taxas estão as atividades de Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-11,2%), Vestuário e acessórios (-7,6%) e Produtos têxteis (-6%).


No acumulado do ano, o crescimento é de 1,5%, sendo observado avanço em 10 das 14 atividades, nas quais as maiores ampliações estão em Informática e eletrônicos (14,2%), em Produtos de metal (11,9%) e em Veículos, reboques e carroceria (5,1%). Os menores desempenhos ocorrem em Vestuário e acessórios (-4,9%), em Produtos têxteis (-2,5%) e em Celulose e papel (-2,3%).



Utilização da Capacidade Instalada


A utilização da capacidade instalada mostrou uma variação de -0,8 pontos percentuais em relação ao mês anterior, com o componente sazonal, a mudança foi de 0,1 pontos. Já em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve decréscimo de -2,8 p.p., sendo que as atividades de Produtos de Metal (6,7 p.p.), Informática e eletrônicos (6,2 p.p.) e Vestuário e acessórios (2,3 p.p.) tiveram os melhores desempenhos. Por outro lado, estão com desempenhos mais fracos os setores de Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-18,4 p.p.) e Produtos têxteis (-9 p.p.). Deste modo, no acumulado do ano, o indicador acumula decréscimo de -2,9 p.p., informação que pode ser visualizada no gráfico a seguir.



Massa Salarial


No mês, quando confrontado com mês anterior houve queda de 1,4%, valor inferior ao observado para a variável sem a influência sazonal (que mostra redução de 1,4%). Frente ao mesmo mês do ano anterior, a ampliação é de 6,3%, impactada pelo avanço de 11 dos 14 setores avaliados pela FIESC, especialmente em Borracha e material plástico (24,2%), Vestuário e acessórios (20,9%) e Veículos, reboques e carroceria (19%).


No acumulado do ano, o desempenho da Massa Salarial é positivo, com taxa igual a 4%, sendo identificado crescimento em 12 setores. Os destaques ficam com Vestuário e acessórios (19,7%), Borracha e material plástico (19,1%) e Veículos, reboques e carroceria (18,4%). Já as menores taxas estão nos setores de Produtos têxteis (-5,5%), Produtos alimentícios (-3,5%) e Produtos de madeira (0,4%).



Pessoal Empregado


Em relação ao mês anterior, houve recuo do indicador dessazonalizado de -0,2% (enquanto que, para a série original, ocorre redução de -0,4%). No comparativo com o mesmo mês de 2018, a variável mostra aumento de 1,5%, puxada pelo incremento em 9 dos 14 setores de atividades, especialmente em Máquinas e equipamentos (5,5%), Produtos alimentícios (5,4%) e Produtos de Metal (3,5%). Os impactos negativos no pessoal empregado são sentidos principalmente em Móveis, que teve taxa de -7,9%, além de Vestuário e acessórios (-5,1%).


No ano, o índice mostra um acréscimo de 1,8%, com ampliação de 11 dos 14 setores avaliados. Dentre estes, as maiores variações positivas estão nos segmentos de Metalurgia (7,1%), Máquinas e equipamentos (4,6%) e Produtos de Metal (3,8%), enquanto em Móveis e Celulose e papel os desempenhos foram de -2,4% e de -0,9%, respectivamente.



Horas Trabalhadas


O número de horas trabalhadas apontou recuo de -0,28% em relação ao mês anterior, já em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve incremento de 1%. Neste quesito, a ampliação é observada em 7 dos 14 setores avaliados pela FIESC, sendo maior em Máquinas e equipamentos (10,1%) e em Produtos alimentícios (8%). Na via contrária, encontram-se os segmentos de Veículos, reboques e carroceria (-15,9%), Vestuário e acessórios (-13,2%) e Móveis (-11,8%).


Dado este desempenho no mês, as horas trabalhadas acumulam no ano uma variação de 1,4%, apresentando maior crescimento nos setores de Metalurgia (9,8%), em Produtos de Metal (6,4%) e Máquinas e equipamentos (4,8%). Os recuos de maior destaque, por seu turno, são identificados nos segmentos de Veículos, reboques e carroceria (-6,7%) e em Móveis (-5,4%).






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