Indústrias Catarinenses não percebem vantagem competitiva em custos

As análises tiveram como objetivo avaliar a variação dos custos em relação ao ano anterior


Autores:

Luiza Santangelo Reis (UFSC)*

Fernando Richartz (UFSC)**


O Observatório FIESC realizou, no 2º semestre de 2018, uma sondagem especial para identificar os diferenciais competitivos dos custos de produção da Indústria Catarinense em relação aos seus concorrentes. As análises tiveram como objetivo avaliar a variação dos custos em relação ao ano anterior, a relação das empresas respondentes com seus concorrentes e sobre as políticas de redução de custos adotadas pelos respondentes.

Os resultados mostram em linhas gerais um crescimento nos custos de produção apontados por 81% das indústrias catarinenses. As indústrias de pequeno porte foram as que mais sofreram, 84% das indústrias declararam aumento dos custos em relação a 2017, enquanto que esse percentual foi de 78% para as de grande porte.


Em relação a seus concorrentes 91% das indústrias declararam que consideram seus custos iguais (55%) ou maiores (36%) aos seus concorrentes. Se observado por porte, esse percentual chegou a 100% para as empresas de médio porte. Os custos foram segregados nas análises em 4 grandes insumos, a matéria-prima, pessoal, tributos e energia. Pode-se concluir que os recursos relacionados a tributação é o quesito que mais prejudica as indústrias catarinenses em relação aos seus concorrentes, uma vez que 91% dos respondentes consideraram este item indiferente (57%) ou como uma desvantagem (34%).


Diante desse cenário de aumento dos custos e falta de vantagens competitivas, questionou-se as indústrias catarinenses sobre a existência de políticas de redução de custos. Das indústrias respondentes 94% implementam políticas de redução, sendo 48% agressivas e 52% consideradas não agressivas. As empresas de pequeno porte são as que investem mais, proporcionalmente, em políticas agressivas, 52% das indústrias desse porte aderem essa postura perante o mercado.


Fonte dos dados: Observatório FIESC

Nota: o conteúdo e a imagem da publicação são de responsabilidade dos autores


* Doutoranda em Contabilidade pela UFSC. Mestre em Contabilidade pelo PPGC - Universidade Federal de Santa Catarina. Atua como pesquisadora no Grupo de Gestão de Custos (GGC) da UFSC

** Professor do Departamento de Ciências Contábeis da UFSC. Doutor em Contabilidade (2016) e Mestre em Contabilidade pelo PPGC - UFSC (2013). Bacharel em Ciências Contábeis pela UFSC (2010). Pesquisador vinculado ao Grupo de Gestão de Custos.


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