Indústria desacelera, mas Santa Catarina é a segunda que mais gera empregos no Brasil

Atualizado: 25 de Jan de 2019

O mercado de trabalho de Santa Catarina registrou o fechamento de -22.616 vagas com carteira assinada em dezembro de 2018. Esse desempenho é típico para o final do ano, principalmente em função do término de contratos temporários. No ano de 2018, o estado se situa no 3º lugar do Brasil, com geração de 41.718 novos postos de trabalho. Na indústria de transformação, o desempenho catarinense também ganhou destaque nacional, acumulando saldo de 4.911 novas vagas e ocupando o 2º lugar nacional, atrás de Minas Gerais. Os setores de destaque no ano foram produtos alimentícios e de madeira e mobiliário.



Os dados divulgados pelo CAGED – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – mostraram que o mercado de trabalho em Santa Catarina admitiu 61.702 trabalhadores e desligou 84.318 em dezembro de 2018, o que resultou no saldo de -22.616, variação de -1,12% em relação ao volume do mês anterior. Entre os grandes setores, os maiores saldos negativos foram registrados pela Indústria de Transformação (com saldo de -15.816), pela Administração Pública (-5.107) e pelo setor de Construção Civil (-2.880). O setor de Comércio e dos Serviços Industriais de Utilidade Pública foram os únicos que registraram saldo positivo, com 3.135 e 150 vagas, respectivamente.


Considerando todos os meses de 2018, o maior destaque fica nos setores de Serviços, com 26,3 mil novos trabalhadores e o Comércio, que gerou 10,2 mil postos de trabalho. Este perfil é semelhante ao caso brasileiro, onde a variação positiva dos empregos de serviços foi de 2,4%. O desempenho nacional difere do catarinense mais sensivelmente nos casos da Agropecuária, onde o saldo catarinense foi negativo, e na Indústria de Transformação, que a média nacional se apresentou inferior ao do estado.



O saldo de cerca de 5 mil novos trabalhadores industriais em Santa Catarina está relacionado ao bom desempenho do setor de Alimentos e Bebidas, que soma 2.491 vagas. Ao lado deste crescimento, as atividades relacionadas a Madeira e Mobiliário e Mecânico se destacam como o segundo e terceiro setores que mais geraram vagas no ano, 1.830 e 1.150, respectivamente. No caso da Mecânica, destaca-se ainda a recuperação do desempenho positivo após redução de vagas em 2017.


Por outro lado, o desempenho do Setor Têxtil e Confecção é o que apresenta maior dificuldade no ano. Este cenário de baixa nas vagas de emprego do setor ocorre no Brasil inteiro e está relacionada a questões de baixa demanda, encarecimento de insumos e aumento dos estoques de inverno, principalmente pelo aumento da temperatura média.



No Brasil também houve redução significativa do emprego formal no mês, com um saldo de -334.462 postos de trabalho. Este valor é influenciado pelo desempenho negativo das atividades da Indústria de Transformação (-118.053) e do Setor de Serviços (-117.411), sendo que o único setor que registrou desempenho positivo no mês foi o Comércio, com 19.643 vagas criadas.


No desempenho nacional dos estados do Sul, durante o acumulado do ano, Santa Catarina encontra-se no 3º lugar, enquanto o Paraná se encontra no 4º (40.256) e o Rio Grande do Sul no 9º (20.249).

Ranking do Saldo de Empregos em 2018

Na indústria de transformação, a economia catarinense se encontra no 2º lugar no ranking do saldo de empregos, com 4.911 postos de trabalho, atrás apenas de Minas Gerais, que tem, até dezembro de 2018, saldo de 6.826

Ranking do Saldo de Empregos da Indústria de Transformação em 2018


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