Indústria de Transformação de Santa Catarina é a segunda que mais emprega no ano

O mercado de trabalho de Santa Catarina registrou a abertura de 9.192 vagas com carteira assinada em novembro de 2018. Esse desempenho foi o 4º melhor do Brasil no mês, o que se associa ao 4º lugar no saldo de empregos total do ano, com 64.124 novos postos de trabalho. Na indústria de transformação, o desempenho catarinense ocupa o 25º lugar no mês, com -1.774 vagas de emprego, enquanto no acumulado o saldo total industrial é de 20.729, ocupando o 2º lugar do Brasil, atrás apenas de São Paulo.

Análise do Saldo de Empregos


Os dados divulgados pelo CAGED – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – mostraram que o mercado de trabalho em Santa Catarina admitiu 79.702 trabalhadores e desligou 70.510 em novembro de 2018, o que resultou no saldo de 9.192, variação de 0,46% em relação ao volume do mês anterior. Entre os grandes setores, a Indústria de Transformação perdeu 1.774 vagas e a Construção 625. O Comércio (6.416), os Serviços (3.317) e a Agropecuária (1.882) foram os únicos que criaram novos postos de trabalho no mês. No acumulado de 2018, a economia catarinense criou 64.124 postos de trabalho.



Na Indústria de Transformação, em novembro de 2018, o saldo foi de -1.774, variação de -0,27% em relação ao estoque do mês anterior, colocando o Estado no 25º lugar entre as UF’s. Em primeiro lugar ficou Rio de Janeiro (462). Dentre os setores, no mês o destaque é do Elétrico e de Comunicações, com 194 novos postos de trabalho, também se destacam os setores Químico e Produtos Farmacêuticos (174 vagas) e Alimentos e Bebidas (169).



Em 2018, a indústria de transformação acumula saldo de 20.729 empregos, com o destaque ao setor Madeira e Mobiliário, que soma 3.948 vagas. As atividades relacionadas a Alimentos e Bebidas e Químico e Produtos Farmacêuticos se destacam como o segundo e terceiro setores que mais geraram vagas no ano, 3.935 e 2.380, respectivamente.



No comparativo com os meses de novembro dos oito anos anteriores (2010-2018), percebe-se que o mês é tipicamente negativo para a indústria de transformação catarinense, apresentando resultado favorável apenas em 2010, ano de maior contratação desta década. Ainda que negativo e mais baixo que o ano anterior, o mês novembro do corrente ano foi melhor que os anos de 2013 a 2016. No comparativo anual, a relação entre os anos anteriores é parecida, sendo inferior a 2017 e superior aos anos de 2014 a 2016.


A rotatividade do trabalhador industrial de Santa Catarina em novembro foi de 4,93%, valor superior ao observado no Brasil, que registrou taxa de 4,52%, e da região Sul, com taxa de 5,15% no mês. Com esse resultado, Santa Catarina permanece com taxa de rotatividade média acima dos valores observados nos anos anteriores, com exceção de 2014, em que se manteve no mesmo patamar.



Municípios


O gráfico 3 mostra os maiores destaques (positivos e negativos) no saldo total de empregos no ano para os municípios catarinenses. Os três maiores desempenhos ficaram entre Joinville (10.369), Blumenau (4.469) e Brusque (3.389). Do lado oposto ficaram Balneário Camboriú (-289), Laguna (-241) e Araranguá, com -213 vagas.



No mês, destacam-se Joinville com o maior saldo em termos absolutos (1.272 novos postos de trabalho), seguido por Florianópolis (com 944) e São José (com saldo de 675). O desempenho inferior fica para Itajaí, com uma perda de -136 postos. Além dele, São Francisco do Sul (-120) e Xanxerê (-66) também tiveram desempenho negativo.


Brasil e outros estados


Em novembro de 2018, o Brasil apresentou expansão do emprego formal, com um saldo de 58.664 postos de trabalho. Este valor é resultado do avanço de 2 dos oito setores de atividades considerados no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, tendo principais destaques o Comércio (88.587) e os Serviços (34.319 postos).


No emprego total do mês, o saldo foi puxado pelo crescimento em 3 regiões: Sudeste (35.069), Sul (24.763) e Nordeste (7.301). Entre os estados, a liderança é assumida por São Paulo, que criou 17.754 novos postos. Em segundo lugar está Rio de Janeiro (13.700), seguido de Rio Grande do Sul (10.121) e Santa Catarina (9.192). No desempenho nacional dos estados do Sul, durante o acumulado do ano, Santa Catarina encontra-se no 4º lugar, enquanto o Paraná se encontra no 3º (67.004) e o Rio Grande do Sul no 5º (42.061).



Com relação à Indústria de Transformação nacional, houve crescimento do setor de metalurgia, que criou 1.869 postos de trabalho. Os subsetores da indústria de transformação nacional que mais desligaram funcionários no mês foram os de Produtos Alimentícios e Bebidas (-6.511) e o de Químico e Farmacêutico (-5.318). No ano, a indústria de transformação catarinense se encontra no 2º lugar no ranking do saldo de empregos, com 20.729 postos de trabalho, atrás apenas de São Paulo, que tem, até novembro de 2018, saldo de 33.016.



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