Indústria de Transformação Catarinense é a segunda que mais emprega no primeiro semestre do ano

Atualizado: 6 de Ago de 2019

O mercado de trabalho de Santa Catarina registrou a abertura de 940 vagas com carteira assinada em junho de 2019, colocando o estado na 13ª colocação entre as UFs. No primeiro semestre do ano, o estado criou 49.895 postos de trabalho, configurando-se como o 3º melhor resultado do Brasil. Na indústria de transformação, o desempenho catarinense se posiciona no 20º lugar no mês, resultado do fechamento de -441 vagas de emprego. No acumulado do ano, o saldo total industrial é de 29.280, ocupando o 2º lugar do Brasil, atrás de São Paulo. Os setores de destaque no mês são Alimentos e Bebidas, Mecânico e Elétrico e de Comunicações.



Análise do Saldo de Empregos


Os dados divulgados pelo CAGED – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – mostraram que o mercado de trabalho em Santa Catarina admitiu 74.906 trabalhadores e desligou 73.966 em junho de 2019, o que resultou no saldo de 940, variação de 0,05% em relação ao volume do mês anterior. Entre os grandes setores, registraram maior quantidade de abertura de vagas os setores de Serviços (891), da Construção (342) e da Agropecuária (234). Na via contrária, registraram fechamento de vagas a Indústria de Transformação (com saldo de -441), o Comércio (-160) e a Indústria Extrativa Mineral (-71). No acumulado do ano, o mercado de trabalho catarinense registrou saldo de 49.895 vagas, resultado puxado pelas contratações da Indústria de Transformação (29.280).


Na Indústria de Transformação, em junho de 2019, o saldo foi de -441, variação de -0,06% em relação ao estoque do mês anterior, colocando o Estado no 20º lugar entre as UFs. A liderança no mês foi assumida por Goiás (1.559). Em Santa Catarina, o resultado foi influenciado pelo maior número de contratações do setor Alimentos e Bebidas, com 829 novos postos de trabalho, do setor Mecânico (261 vagas) e do setor Elétrico e de Comunicações (253).


No acumulado de 2019, a indústria de transformação acumula saldo de 29.280 empregos, com destaque para o setor Têxtil e Vestuário, que soma 7.424 vagas. As atividades relacionadas a Alimentos e Bebidas e Madeira e Mobiliário se destacam como o segundo e terceiro setores que mais geraram vagas no ano, 5.123 e 2.585, respectivamente.


Na comparação com os meses de junho dos anos anteriores, percebe-se que desde 2014 o mês é marcado pelo fechamento de vagas. No acumulado do ano, o desempenho tem sido sempre positivo. A abertura das 29.280 vagas é o quarto melhor desempenho desde 2010.


Municípios


O gráfico abaixo mostra os maiores destaques (positivos e negativos) no saldo total de empregos no ano para os municípios catarinenses. Os três maiores desempenhos ficaram entre Joinville (6.763), Chapecó (3.360) e Blumenau (3.340). Do lado oposto ficaram Florianópolis (-2.101), Balneário Camboriú (-1.035) e Laguna (-231). No mês, destacam-se São José com o maior saldo em termos absolutos (566 novos postos de trabalho), seguido por Joinville (com 511) e Chapecó (com saldo de 361). O desempenho inferior fica para Florianópolis, com uma perda de -625 postos. Além dele, Balneário Camboriú (-225) e Araranguá (-108) também fecharam postos de trabalho.


Brasil e outros estados


Em junho de 2019, o Brasil apresentou expansão do emprego formal, com um saldo de 48.436 postos de trabalho. Este valor é resultado do avanço dos setores de Serviços (23.020), seguido da Agropecuária (227.02 postos) e da Construção Civil (13.136). No emprego total do mês, o saldo foi puxado pelo crescimento em 4 regiões: Sudeste (31.054), Centro-oeste (10.952), Nordeste (5.142) e Norte (4.002). A região Sul foi a única que fechou o semestre com saldo negativo (-2.714), resultado puxado pelo maior número de desligamentos no Rio Grande do Sul (-3.812).


Entre os estados, a liderança no acumulado no ano é assumida por São Paulo, que criou 151.722 novos postos. Em segundo lugar está Minas Gerais (88.238), seguido de Santa Catarina (49.895) e Paraná (40.022). Entre os estados da Região Sul, Santa Catarina ocupa o primeiro lugar, seguido do Paraná e do Rio Grande do Sul (21.538).




Com relação à Indústria de Transformação nacional, houve crescimento em apenas 3 dos 12 subsetores no mês. Desses três subsetores, a indústria de produtos químicos e farmacêuticos registrou maior número de vagas geradas (1.843), seguida da indústria de produtos alimentícios e bebidas (413) e da indústria mecânica (332). Com desempenho negativo, o subsetor de calçados foi o que fechou mais postos de trabalho no mês (-3.580). Já no fechamento do semestre, o saldo positivo de 69.286 foi influenciado pela abertura de postos de trabalho na indústria química e farmacêutica (17.426), seguida da indústria de borracha e fumo, com 14.881 postos de trabalho criados.




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