Indústria de SC começa o ano com aumento das vendas e das horas trabalhadas

O indicador de vendas industriais cresceu 3,62% no primeiro bimestre de 2019 em comparação com o mesmo período do ano anterior. Já em relação ao mesmo mês do ano anterior, o crescimento foi de 4,58%. Todos os demais indicadores – horas trabalhadas, pessoal empregado, utilização da capacidade e massa salarial – também cresceram em relação a janeiro de 2019. Entre os setores, destacam-se os avanços de Metalurgia, Metalmecânica e Veículos.



Vendas Industriais


Em fevereiro, o faturamento real do mês teve crescimento de 6,8% em relação ao mês anterior, enquanto que sem a influência sazonal, a variação é de 0,4%. Em comparação com o mesmo mês do ano anterior, há um crescimento de 4,58%. Das 14 atividades pesquisadas pela FIESC, 9 tiveram acréscimo neste comparativo, sendo as maiores variações positivas observadas em Informática e eletrônicos (24,3%), em Veículos, reboques e carroceria (23,1%) e em Produtos de metal (22%). Já entre as menores taxas estão as atividades de Vestuário e acessórios (-7,8%), Produtos alimentícios (-6,7%) e Celulose e papel (-6,6%). No acumulado do ano, o crescimento é de 3,6%, sendo observado avanço em 8 das 14 atividades, nas quais as maiores ampliações estão em Veículos, reboques e carroceria (20,9%), em Informática e eletrônicos (18%) e em Produtos de metal (16,1%). Os menores desempenhos ocorrem em Celulose e papel (-7,1%), em Vestuário e acessórios (-2,9%) e em Produtos têxteis (-1,5%).



Utilização da Capacidade Instalada


A utilização da capacidade instalada mostrou uma variação de 1,4 ponto percentual em relação ao mês anterior, com o componente sazonal, a mudança foi de 3,6 pontos. Já em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve crescimento de 0,2 p.p., sendo que as atividades de Produtos têxteis (6,6 p.p.), Informática e eletrônicos (2,8 p.p.) e Produtos de Metal (2,7 p.p.) tiveram os melhores desempenhos. Por outro lado, estão com desempenhos mais fracos os setores de Celulose e papel (-10,6 p.p.) e Minerais não metálicos (-6,4 p.p.). Deste modo, no acumulado do ano, o indicador acumula crescimento de 0,2 p.p., informação que pode ser visualizada no gráfico a seguir.


Massa Salarial


No mês, quando confrontado com mês anterior houve queda de -1,1%, valor inferior ao observado para a variável sem a influência sazonal (que mostra crescimento de 1,1%). Frente ao mesmo mês do ano anterior, a ampliação é de 0,3%, impactada pelo avanço de 6 dos 14 setores avaliados pela FIESC, especialmente em Veículos, reboques e carroceria (24,7%), Borracha e material plástico (21,1%) e Produtos de Metal (11,2%).

No acumulado do ano, o desempenho da Massa Salarial é positivo, com taxa igual a 0,7%, sendo identificado crescimento em 8 setores. Os destaques ficam com Veículos, reboques e carroceria (21,4%), Borracha e material plástico (15,1%) e Produtos de Metal (11,4%). Já as menores taxas estão nos setores de Celulose e papel (-15,9%), Vestuário e acessórios (-7,5%) e Metalurgia (-7,4%).



Pessoal Empregado


Em relação ao mês anterior, houve recuo do indicador dessazonalizado de 0,04% (enquanto que, para a série original, ocorre ampliação de 1,2%). No comparativo com o mesmo mês de 2017, a variável mostra aumento de 2%, puxada pelo incremento em 11 dos 14 setores de atividades, especialmente em Metalurgia (10,3%), Minerais não metálicos (6,1%) e Produtos de madeira (4,7%). Os impactos negativos no pessoal empregado são sentidos principalmente em Celulose e papel, que teve taxa de -1,2%, além de Informática e eletrônicos (-0,6%). No ano, o índice mostra um acréscimo de 1,8%, com ampliação de 11 dos 14 setores avaliados. Dentre estes, as maiores variações positivas estão nos segmentos de Metalurgia (10,7%), Minerais não metálicos (6,2%) e Veículos, reboques e carroceria (5,6%), enquanto em Celulose e papel e Produtos alimentícios os desempenhos foram de -1,3% e de -0,7%, respectivamente.



Horas Trabalhadas


O número de horas trabalhadas apontou recuo de -0,24% em relação ao mês anterior, já em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve incremento de 0,7%. Neste quesito, a ampliação é observada em 9 dos quatorze setores avaliados pela FIESC, sendo maior em Produtos de Metal (23,6%) e em Metalurgia (8,5%). Na via contrária, encontram-se os segmentos de Vestuário e acessórios (-6,4%), Móveis (-5,9%) e Minerais não metálicos (-5,3%). Dado este desempenho no mês, as horas trabalhadas acumulam no ano uma variação de 0,7%, apresentando maior crescimento nos setores de Produtos de Metal (22,7%), em Veículos, reboques e carroceria (9,6%) e na Metalurgia (9,2%). Os recuos de maior destaque, por seu turno, são identificados nos segmentos de Vestuário e acessórios (-6%) e em Máquinas e equipamentos (-3,3%).








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