Indústria cresce em faturamento, utilização da capacidade instalada e horas trabalhadas

Os indicadores industriais de Santa Catarina de Agosto mostram aumento das vendas, número de horas trabalhadas e utilização da capacidade instalada



Em agosto de 2018, o faturamento real do mês teve crescimento de 6,2% em relação ao mês anterior, com a influência sazonal, a variação é de 2,5%. Em comparação com o mesmo mês do ano anterior, há um crescimento de 17%. No Brasil, o aumento das vendas frente a agosto de 2017, foi de 2,4%, e no ano, 5,5%.


Evolução do Faturamento da Indústria de Santa Catarina


Das quatorze atividades pesquisadas pela FIESC, treze tiveram acréscimo no mês, sendo as maiores variações positivas observadas em Produtos alimentícios (38,3%), em Produtos de metal (29%) e em Veículos, reboques e carroceria (21,1%). Já entre as menores taxas estão as atividades de Celulose e papel (-5,6%), Borracha e material plástico (1,8%) e Metalurgia (3,5%).


Já no acumulado do ano, o crescimento é de 13,6%, sendo observado avanço em treze das quatorze atividades, nas quais as maiores ampliações estão em Produtos alimentícios (33,7%), em Produtos de metal (27,2%) e em Vestuário e acessórios (24,6%). Os menores desempenhos ocorrem em Celulose e papel (-2,8%), em Borracha e material plástico (1,2%) e em Produtos têxteis (3,2%).


A utilização da capacidade instalada mostrou uma variação de 1,7 pontos percentuais (p.p.) em relação a julho, com o componente sazonal, a mudança foi de 3,1 pontos. Já em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve decréscimo de -0,1 p.p., sendo que as atividades de Produtos de madeira (8,1 p.p.), Máquinas e equipamentos (7,5 p.p.) e Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (3,4 p.p.) tiveram os melhores desempenhos.


Por outro lado, estão com desempenhos mais fracos os setores de Produtos de Metal (-15,5 p.p.) e Produtos têxteis (-3,4 p.p.). Deste modo, no acumulado do ano, o indicador acumula crescimento de 0,1 p.p., informação que pode ser visualizada no gráfico abaixo


Massa Salarial


No mês de agosto, quando confrontado com mês anterior houve queda de -0,7%, valor superior ao observado para a variável com a influência sazonal (que mostra redução de -1,3%). Frente ao mesmo mês do ano anterior, a queda é de -1,2%, impactada pelo avanço de sete dos quatorze setores avaliados pela FIESC, especialmente em Produtos de Metal (25,6%), Informática e eletrônicos (16%) e Veículos, reboques e carroceria (12,5%).


No acumulado do ano (Jan/Ago), o desempenho da Massa Salarial é positivo, com taxa igual a 1,3%, sendo identificado crescimento em onze setores. Os destaques ficam com Informática e eletrônicos (19,4%), Móveis (13,8%) e Produtos têxteis (10,2%). Já as menores taxas estão nos setores de Borracha e material plástico (-19,4%), Máquinas e equipamentos (-4,3%) e Produtos de madeira (-1,9%).


Pessoal empregado


Em relação a julho, houve recuo do indicador, no índice dessazonalizado, de -0,6% (enquanto que, para a série original, ocorre ampliação de 0,04%). No comparativo com agosto de 2017, a variável mostra aumento de 0,6%, puxada pelo incremento em nove dos quatorze setores de atividades, especialmente em Produtos de Metal (12,3%), Móveis (9,7%) e Veículos, reboques e carroceria (8,8%). Os impactos negativos no pessoal empregado são sentidos principalmente em Borracha e material plástico, com taxa de -8,9%, além de Vestuário e acessórios (-8,5%).


No ano, o índice mostra um acréscimo de 1,7%, com ampliação de dez dos quatorze setores avaliados. Dentre estes, as maiores variações positivas estão nos segmentos de Produtos de Metal (16,1%), Metalurgia (9,6%) e Móveis (9,1%), enquanto em Borracha e material plástico e Vestuário e acessórios os desempenhos foram de -13,1% e de -3,3%, respectivamente.


Horas Trabalhadas


O número de horas trabalhadas apontou acréscimo de 0,4% em relação ao mês anterior, já em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve incremento de 0,1%. Neste quesito, a ampliação é observada em onze dos quatorze setores avaliados pela FIESC, sendo maior em Veículos, reboques e carroceria (27,9%) e em Borracha e material plástico (14%). Na via contrária, encontram-se os segmentos de Produtos alimentícios (-7,7%), Celulose e papel (-4,7%) e Máquinas e equipamentos (-3,9%).


Dado este desempenho no mês, as horas trabalhadas acumulam no ano uma variação de 3%, apresentando maior crescimento nos setores de Veículos, reboques e carroceria (21,1%), em Borracha e material plástico (15,1%) e na Produtos de Metal (14,1%). Os recuos de maior destaque, por seu turno, são identificados nos segmentos de Vestuário e acessórios (-6,5%) e em Celulose e papel (-6%).


Fonte: Pesquisa de Indicadores Industriais (CNI) e Observatório FIESC.

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