Indústria catarinense entre as mais diversificadas do Brasil

A localização das forças produtivas de uma região claramente interfere no encadeamento da economia e no seu desenvolvimento social. Entre as maneiras de expansão da indústria, destaca-se o processo de diversificação da produção, uma vez que este incorre diretamente sobre as dinâmicas de mercado.


Na teoria econômica, há divergências quanto à melhor forma de organização do tecido produtivo. Alguns autores acreditam que a concentração de mercado seja positiva, pois gera ganhos de escala e transbordamentos para outras atividades. Por outro lado, há quem defenda e incentive a formação de forças internas às regiões, de modo que o desenvolvimento seja mais perene e equilibrado.


No cenário nacional, Santa Catarina se destaca pela rápida recuperação econômica dos últimos anos, sendo o único estado brasileiro a manter nível de atividade econômica acima do encontrado no ano de 2014 (antes da recessão econômica nacional).


Entre os motivos deste desempenho, destaca-se a diversificação da estrutura produtiva industrial catarinense. Avaliando a disposição do Valor Adicionado Bruto Industrial entre todos os municípios brasileiros a partir do Índice de Gini, o estado de Santa Catarina se posiciona entre as mais diversificadas, perdendo a liderança apenas para o estado do Amapá, que teve um movimento de grande diversificação entre os anos de 2015 a 2016, principalmente pelo crescimento industrial no município de Laranjal do Jari.



Por conta da presença industrial em grande parte do estado, a economia catarinense consegue gerar oportunidades de trabalho e de geração de renda nas diversas regiões e setores, o que permite uma maior resiliência às dificuldades macroeconômicas. Prova disso é que, entre janeiro a maio deste ano, Santa Catarina mantém crescimento no número de vagas de empregos em todos subsetores industriais, desde a produção de minerais não-metálicos até a fabricação de veículos. Dentre todas as unidades da federação, este equilíbrio na geração de vagas de trabalho só é verificada para o Paraná, que também mantém bom desempenho no ano.


Com isso, a indústria de transformação catarinense se posiciona como a segunda Unidade da Federação que mais gera empregos em níveis absolutos, com mais de 29 mil novos postos de trabalho. A liderança deste indicador é puxada por São Paulo, com 40,3 mil vagas. Em níveis relativos, contudo, os paulistas alcançam um crescimento de 1,7% em relação ao seu número total de trabalhadores, enquanto que a indústria catarinense apresenta variação de 4,5%.


Números positivos também ocorrem em todas as mesorregiões do estado, tanto na indústria como nos demais setores da economia. Ao todo, metade das 50 mil vagas de trabalho da economia catarinense se dividem entre as Regiões do Vale do Itajaí e Norte, com 14 e 12 mil vagas, respectivamente, destacam-se também as regiões Oeste (10 mil vagas) e as regiões Sul (5 mil), Grande Florianópolis (3 mil) e Serrana (2 mil).

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