Indústria catarinense cresce 2% no semestre, desempenho brasileiro é 1% inferior ao ano anterior

O faturamento da indústria catarinense fechou o semestre com crescimento de 2% frente ao mesmo período de 2018. Em função da greve dos caminhoneiros em maio do ano passado, a comparação com mesmo mês do ano anterior foi de -15,7%. No Brasil, o desempenho do ano continua negativo, com variação de -1%.




Vendas Industriais


O faturamento real do mês de junho recuou -7,9% em relação ao mês anterior. Sem a influência sazonal, a variação foi de -10,6%. Em comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve decréscimo de -15,71%. Das 14 atividades pesquisadas pela FIESC, apenas uma registrou leve alta, Informática e eletrônicos (0,4%). Registraram queda os setores de produtos têxteis (-29,4%), produtos de madeira (-29,1%) e de borracha e material plástico (-27,5%).


No semestre, houve crescimento de 2%, sendo observado avanço em 10 das 14 atividades, nas quais as maiores ampliações estão em produtos de metal (16,8%), em Informática e eletrônicos (15,9%) e em Veículos, reboques e carroceria (9,2%). Registraram queda no faturamento os setores de Vestuário e acessórios (-6,7%), em Celulose e papel (-3,9%) e em Produtos têxteis (-3,2%).


Utilização da Capacidade Instalada


No mês, a utilização da capacidade instalada mostrou variou -3,1 pontos percentuais em relação ao mês anterior. Com o componente sazonal, a mudança foi de -3,7 pontos. Já em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve decréscimo de -3,5 p.p., sendo que as atividades de Informática e eletrônicos (6,4 p.p.), Metalurgia (5,9 p.p.) e Produtos alimentícios (4,7 p.p.) tiveram os melhores desempenhos.


Por outro lado, estão com desempenhos mais fracos, estão os setores de Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-15,3 p.p.) e Produtos têxteis (-14,7 p.p.). Deste modo, no acumulado do ano, o indicador acumula decréscimo de -3,5 p.p.



Massa Salarial


Na comparação com maio, a massa salarial recuou -1,2%, valor superior ao observado para a variável sem a influência sazonal (que mostra redução de -2%). Já frente ao mesmo mês do ano anterior, houve ampliação de 6%, resultado do avanço de 12 dos 14 setores avaliados pela FIESC, principalmente em Vestuário e acessórios (24,7%), Produtos de Metal (17,2%) e Veículos, reboques e carroceria (17,2%).


No acumulado do ano, o desempenho da Massa Salarial é positivo, com taxa igual a 3,2%, sendo identificado crescimento em 10 setores. Os destaques ficam com Veículos, reboques e carroceria (18%), Borracha e material plástico (17,5%) e Vestuário e acessórios (16,6%). Já as menores taxas estão nos setores de Produtos alimentícios (-5%), Produtos têxteis (-3,5%) e Celulose e papel (-1%).



Pessoal Empregado


Em relação ao mês anterior, houve recuo do indicador dessazonalizado de -0,3% (enquanto que, para a série original, ocorre redução de -0,7%). No comparativo com o mesmo mês de 2018, a variável mostra aumento de 1,5%, puxada pelo incremento em 10 dos 14 setores de atividades, especialmente em Máquinas e equipamentos (6,5%), Metalurgia (5,1%) e Produtos de Metal (4,7%). Os impactos negativos no pessoal empregado são sentidos principalmente em Vestuário e acessórios, que teve taxa de -2,3%, além de Produtos têxteis (-2%).


No ano, o índice mostra um acréscimo de 1,9%, com ampliação de 11 dos 14 setores avaliados. Dentre estes, as maiores variações positivas estão nos segmentos de Metalurgia (8,3%), Máquinas e equipamentos (4,4%) e Produtos de Metal (3,7%), enquanto em Celulose e papel e Informática e eletrônicos os desempenhos foram de -1,2% e de -0,1%, respectivamente.



Horas Trabalhadas


O número de horas trabalhadas apontou recuo de -2,59% em relação ao mês anterior, já em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve incremento de 0,1%. Neste quesito, a ampliação é observada em 6 dos 14 setores avaliados pela FIESC, sendo maior em Máquinas e equipamentos (15,4%) e em Produtos alimentícios (6%). Na via contrária, encontram-se os segmentos de Veículos, reboques e carroceria (-19,7%), Borracha e material plástico (-10,7%) e Produtos têxteis (-9,8%).


Dado este desempenho no mês, as horas trabalhadas acumulam no ano uma variação de 1,5%, apresentando maior crescimento nos setores de Metalurgia (10,3%), em Produtos de Metal (5,9%) e Vestuário e acessórios (5,8%). Os recuos de maior destaque, por seu turno, são identificados nos segmentos de Minerais não metálicos (-4,4%) e em Veículos, reboques e carroceria (-3%).



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