Faturamento da indústria de SC fecha em alta em 2018

Os resultados da Pesquisa de Indicadores Industriais mostra que as vendas industriais de Santa Catarina recuaram 3,74% na passagem de novembro para dezembro, considerando a série com efeitos sazonais. No ano, entretanto, houve crescimento de 5,98% no faturamento. A exceção do indicador de Pessoal Empregado que cresceu na série dessazonalizada 0,34% no mês, os demais mostraram retração no mesmo período. No ano, os três maiores destaques para o número de empregados, são os setores de Produtos de Metal, Metalurgia e Móveis.



Vendas Industriais


Em dezembro, o faturamento real do mês teve decréscimo de -3,7% em relação ao mês anterior, com a influência sazonal, a variação é de 15,8%. Em comparação com o mesmo mês do ano anterior, há um crescimento de 5,98%. Das 14 atividades pesquisadas pela FIESC, 6 tiveram acréscimo neste comparativo, sendo as maiores variações positivas observadas em Produtos alimentícios (22,9%), em Informática e eletrônicos (15,4%) e em Produtos de madeira (12,9%). Já entre as menores taxas estão as atividades de Produtos têxteis (-24,7%), Celulose e papel (-9,9%) e Produtos de metal (-8,9%).



Utilização da Capacidade Instalada


A utilização da capacidade instalada mostrou uma variação de -0,5 pontos percentuais em relação ao mês anterior, com o componente sazonal, a mudança foi de -3,9 pontos. Já em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve decréscimo de -1,2 p.p., sendo que as atividades de Minerais não metálicos (16,5 p.p.), Máquinas e equipamentos (12,6 p.p.) e Produtos têxteis (11,2 p.p.) tiveram os melhores desempenhos. Por outro lado, estão com desempenhos mais fracos os setores de Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-26,1 p.p.) e Metalurgia (-16,6 p.p.). Deste modo, no acumulado do ano, o indicador acumula decréscimo de -1,3 p.p., informação que pode ser visualizada no gráfico a seguir.


Massa Salarial

Em dezembro, quando confrontado com mês anterior houve queda de -1,3%, contudo, considerando a influência sazonal houve crescimento de 9,2%. Frente ao mesmo mês do ano anterior, a queda é de -2,4%, impactada pela redução de 6 dos 14 setores avaliados pela FIESC. Por outro lado, houve expansão em Veículos, reboques e carroceria (24,6%), Produtos têxteis (14,4%) e Vestuário e acessórios (10,8%).


No acumulado do ano, o desempenho da Massa Salarial é positivo, com taxa igual a 0,6%, sendo identificado crescimento em 9 setores. Os destaques ficam com Informática e eletrônicos (17%), Veículos, reboques e carroceria (12,4%) e Móveis (12,3%). Já as menores taxas estão nos setores de Borracha e material plástico (-18%), Produtos de madeira (-4,2%) e Máquinas e equipamentos (-2,8%).


Pessoal Empregado


Em relação ao mês anterior, houve avanço do indicador dessazonalizado de 0,3% (enquanto que, para a série original, ocorre redução de -1,3%). No comparativo com o mesmo mês de 2017, a variável mostra aumento de 0,02%, puxada pelo incremento em 10 dos 14 setores de atividades, especialmente em Metalurgia (10,1%), Minerais não metálicos (7%) e Veículos, reboques e carroceria (6,7%). Os impactos negativos no pessoal empregado são sentidos principalmente em Borracha e material plástico, que teve taxa de -12,7%, além de Celulose e papel (-3,8%).


No ano, o índice mostra um acréscimo de 1,2%, com ampliação de 10 dos 14 setores avaliados. Dentre estes, as maiores variações positivas estão nos segmentos de Produtos de Metal (12,5%), Metalurgia (9,5%) e Móveis (8,1%), enquanto em Borracha e material plástico e Vestuário e acessórios os desempenhos foram de -11,9% e de -4,1%, respectivamente.


Horas Trabalhadas


O número de horas trabalhadas apontou recuo de -2,1% em relação ao mês anterior, já em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve queda de -4,6%. Neste quesito, a ampliação é observada em 4 dos quatorze setores avaliados pela FIESC, sendo maior em Veículos, reboques e carroceria (34,7%) e em Borracha e material plástico (4,2%). Na via contrária, encontram-se os segmentos de Móveis (-20,3%), Produtos têxteis (-17,3%) e Informática e eletrônicos (-12%).

Dado este desempenho no mês, as horas trabalhadas acumulam no ano uma variação de 1,7%, apresentando maior crescimento nos setores de Veículos, reboques e carroceria (24,6%), em Borracha e material plástico (13,6%) e na Metalurgia (8,8%). Os recuos de maior destaque, por seu turno, são identificados nos segmentos de Celulose e papel (-6,6%) e em Vestuário e acessórios (-4,7%).




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