Dificuldade de obter insumos ou matérias-primas

O Observatório FIESC, em parceria com a CNI, realizou uma Sondagem Especial no 3º trimestre de 2020, com o intuito de analisar a disponibilidade de insumos ou matérias-primas para a Indústria de Santa Catarina durante o período da pandemia.


O aumento dos preços, até o momento, se caracteriza como uma das consequências econômicas da pandemia do coronavírus no Brasil. Embora seja possível identificar a retomada das atividades, o desequilíbrio momentâneo entre oferta e demanda inibe uma recuperação mais rápida. Nos meses de abril e maio, especialmente, foi observada forte redução no faturamento das empresas industriais, resultando em dificuldade financeira para algumas empresas, sobretudo com restrições de acesso a crédito para o capital de giro. Para isso, muitas empresas reduziram seus estoques, tendo em vista as expectativas de uma menor demanda no curto prazo e deixando de imobilizar recursos que poderiam atender compromissos financeiros no curto prazo.


No entanto, as medidas do Governo Federal de amenizar o impacto econômico da pandemia do novo coronavírus foram responsáveis por um aumento rápido na demanda, resultando em recuperação na atividade industrial. Nesse processo transitório, houve um descompasso entre a oferta e demanda de insumos. Com redução nos fatores de produção entre os elos das cadeias produtivas, produtores e fornecedores de insumos possuíam baixo nível de estoques.


A sondagem apontou que 64,5% das empresas estão com dificuldades para atender a demanda. Para 36,9% dos respondentes o motivo decorre da demanda estar maior que a capacidade de produção. Além disso, 50,5% das empresas relataram que, no momento, não é possível aumentar a produção, uma vez que há escassez de insumos e/ou matéria-prima.


A normalização da capacidade produtiva virá à medida que a recuperação da economia for ajustando os desequilíbrios entre oferta e demanda ao longo das cadeias produtivas. De acordo com a Sondagem Especial, 43,0% dos empresários industriais acreditam que a normalização no atendimento aos clientes ocorrerá de três a seis meses, enquanto que 46,0% responderam que a normalização irá acontecer em até três meses. Apenas 11,0% dos entrevistados acreditam que o desajuste irá se manter por mais de seis meses.


Mesmo tendo acesso aos insumos por um preço mais elevado, 46,1% dos respondentes informaram estar com dificuldade de ter acesso às matérias-primas produzidas nacionalmente. Para 33,2% dos empresários industriais, o motivo está relacionado ao aumento da demanda acima da capacidade; enquanto que 25,6% acreditam que o preço elevado é reflexo do desequilíbrio entre oferta e demanda.


No que se refere à oferta de insumos e/ou matérias-primas, 48,0% dos respondentes acreditam que a normalização ocorrerá de três meses a seis meses; enquanto que 35% acreditam que será normalizada em até três meses. Apenas 17% dos respondentes indicaram que a normalização da oferta de insumos levará mais do que seis meses.


Das empresas que importam regularmente insumos e/ou matérias-primas, cerca de 58% estão relatando dificuldades de acesso aos produtos importados. O motivo principal se traduz nos baixos estoques dos fornecedores internacionais, além de tempo elevado para a produção do insumo.


O retorno à situação habitual de acesso às matérias-primas importadas deverá ocorrer entre três a seis meses para 46% dos respondentes. Para 37% a situação se normalizará em até três meses, sendo que apenas 17% acreditam que será necessário um tempo superior a seis meses.


Fonte: Observatório FIESC e CNI


[Briefing] Insumos
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