Desenvolvimento com Equilíbrio Regional

De acordo com a Confederação Nacional das Indústrias - CNI, o setor industrial catarinense é o que apresenta a menor concentração setorial do Brasil. Essa característica da indústria local é o alicerce para o bom desempenho econômico recente. Além da diversidade produtiva em nível setorial, a indústria de Santa Catarina também se destaca nas forças regionais.


Para verificar o nível de diversificação regional, o Observatório FIESC utilizou dos dados mais recentes do IBGE para os PIBs municipais, referentes a 2015, conjuntamente com os respectivos valores adicionados da indústria, serviços e agropecuária. Tal conjunto de informações permite verificar a dimensão da concentração produtiva entre os municípios de um Estado, fornecendo uma medida da dispersão das atividades econômicas no espaço geográfico.


Utilizando o índice de Gini¹ para mensurar tal concentração, observa-se que Santa Catarina é o Estado brasileiro com a maior desconcentração produtiva na indústria (em termos do VAB - valor adicionado bruto), mantendo tal posição no curso dos últimos anos. Isso significa que a produção industrial do Estado está mais espalhada entre os municípios, dependendo menos de uma ou de poucas cidades – como ocorre, por exemplo, no Amazonas, onde Manaus centraliza praticamente toda a produção industrial do Estado. No setor de serviços o quadro é similar, com Santa Catarina sendo o sexto Estado com a maior desconcentração do valor adicionado bruto entre os municípios.


A importância da dispersão geográfica da atividade produtiva se reflete em uma maior equidade no nível de desenvolvimento entre os municípios e regiões do Estado, o que também se relaciona com a distribuição da renda: dados da Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar (PNAD) de 2016 revelam que Santa Catarina também detém a menor desigualdade de renda entre as unidades da federação. Parte deste efeito se associa ao maior aproveitamento das especificidades locais, fomentando ainda mais a já reconhecida diversidade setorial da economia catarinense.


¹ O índice de Gini é uma medida de desigualdade que varia entre 0 (perfeita igualdade, quando todas observações possuem o mesmo valor do atributo mensurado) e 1 (perfeita concentração, quando apenas uma observação do conjunto possui todo o atributo mensurado). No presente caso, aplicada ao nível municipal, avalia em que medida a atividade produtiva se encontra concentrada territorialmente.


Fonte: IBGE e Observatório FIESC.

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Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina

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