Construção civil: Reavaliação das expectativas indicam redução do pessimismo

Os resultados da Sondagem da Construção de Santa Catarina mostram que, apesar de ainda sentir os impactos da pandemia do novo coronavírus, o setor mantém o movimento de reavaliação das expectativas, com redução do pessimismo para os indicadores após dois meses de retração acentuada. Todos os índices de perspectivas dos empresários apresentaram crescimento em relação ao mês imediatamente anterior. Destaque para o nível de atividade, que registrou melhora tanto no indicador de desempenho, quanto nas expectativas para os meses seguintes.


Desempenho da construção civil no mês de maio

O resultado do nível de atividade usual mantém-se abaixo do índice de difusão, indicando retração no nível de atividade para o mês. Entretanto, o indicador registrou melhora pelo segundo mês consecutivo, após seu menor nível alcançado em março. O crescimento em maio foi de 3.9% em relação a abril, totalizando 26,6 pontos. O índice, no entanto, registra retração de -35,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

No Brasil, a tendência é semelhante, tendo o índice aumentado 10,4% na comparação com abril, registrando 26,6 pontos no mês. Já na comparação com maio de 2019, a retração foi -22,2%.


Utilização da Capacidade de Operação

O desempenho da utilização da capacidade de operação (UCO) do estado também registrou aumento em maio, passando para 56%. Esse resultado representa um aumento de 1,0 p.p. em relação ao mês anterior. Apesar do resultado o índice ainda está 5,0 p.p. abaixo do registrado para o mesmo mês do ano anterior, quando registrou 61%. Este resultado representa o nível mais baixo desde 2016 para o mês em análise.

Por sua vez o Brasil apresentou crescimento de 3,0 pontos percentuais em relação a abril, com trajetória semelhante a Santa Catarina. A diferença em relação ao mesmo mês do ano anterior foi de -3,0 p.p.


Expectativas da indústria da Construção O pessimismo entre os empresários da indústria da construção continuou reduzindo em junho. Após quedas significativas nos meses de março e abril em decorrência dos efeitos da pandemia do novo coronavírus, é observado certa melhora em todos os índices analisados. O nível de atividade registrou revisão nas expectativas, com aumento de 14,5 pontos em relação ao mês imediatamente anterior; entretanto, mantém-se abaixo dos 50 pontos. Essa tendência pode ser identificada em todos os indicadores, segundo os resultados mais recentes.


Para novos empreendimentos a expectativa passou de 25,6 para 37,4 pontos, um crescimento de 11,8 pontos que vem acompanhado de uma revisão nas expectativas em relação à economia, influenciada pela flexibilização das restrições impostas nos meses anteriores que visavam conter o avanço do contágio da covid-19.


O nível de empregados cresceu 11,4 pontos, totalizando 39,2. O indicador ainda é -28,5% menor que o registrado para o mesmo mês de 2019, mas registra uma mudança na inflexão do indicador em relação aos dois últimos meses.


Com o ajuste nas expectativas, demonstrando menor pessimismo, as expectativas da compra de insumos registraram crescimento de 10,6 pontos em relação ao mês imediatamente anterior, alcançando 40,3 pontos em junho – um avanço de 35,7%.


Os resultados mostram um ajuste nas expectativas quanto à indústria da construção civil. Entretanto, fatores como avanço da pandemia, elevação do nível de incertezas e aumento das medidas restritivas poderão limitar a construção de um cenário mais favorável.


A intenção de investir da Construção Civil de Santa Catarina cresceu 6,2 p.p. na análise mensal, acompanhando a tendência dos demais indicadores de expectativas, totalizando 22,8 pontos. Apesar de melhora recente, o resultado ficou em nível inferior ao registrado para o mês nos últimos dois anos, sendo -46,7% menor que em 2019 e -29,2% inferior ao resultado de 2018, ficando ainda abaixo da média para os últimos dois anos, que foi de 35,8 pontos.


No Brasil, o índice de intenção de investimento manteve-se acima do registrado para Santa Catarina, demonstrando que o estado sentiu primeiro os efeitos econômicos da pandemia do novo coronavírus. O resultado foi 5,6 pontos melhor que o do mês anterior, e apenas 2,0 pontos abaixo do registrado para o mesmo mês do ano anterior, situando-se próximo a média dos últimos dois anos, que foi de 34,8 pontos.


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