Conheça uma das epidemias do século XXI


As doenças crônicas não transmissíveis (DNCT) são a principal causa de morte no mundo. Entre elas estão as doenças cardiovasculares, doenças respiratórias crônicas, diabetes mellitus e neoplasias. Essas doenças possuem quatro fatores de risco em comum, o tabagismo, a atividade física insuficiente, a alimentação não saudável e o uso nocivo de álcool. Esses fatores são modificáveis, mas apesar de todo o esforço coletivo não se tem percebido melhorias significativas na mudança dos hábitos populacionais.


Em Santa Catarina as DCNT representaram 62,2% dos óbitos em 2017. E a diabetes representou 6,5% das mortes precoces (mortes de pessoas entre 30 e 69 anos). Soma-se a isso o fato de que 91,1% dos afastamentos da indústria em 2017 foram por motivos não relacionados ao trabalho, e destes 81,7% foram por doenças não ocupacionais, entres elas estão as DCNT. O custo com os 15 primeiros dias de afastamento por doenças não relacionadas ao trabalho foi de R$ 54.235.727,48.


Em visita recente ao Brasil o médico e Presidente da Federação Internacional de Diabetes, Andrew Boulton, em entrevista ao Globo relatou que a diabetes ameaça ser uma epidemia mundial e suas consequências são significativas para a economia dos países.

Para o médico, a diabetes do tipo 2 tende a ser a maior epidemia da história da humanidade. A doença consome mais de 10% do orçamento de cuidados da saúde na maioria das nações e, em alguns países em desenvolvimento, muito mais do que isso. O especialista defende que é preciso instituir programas nacionais de identificação de pessoas em alto risco.


Para Boulton a alta incidência da diabetes tipo 2 será alavancada por outra epidemia que acomete o planeta que é a obesidade. Então, combater uma é prevenir a outra, e assim poupar os sistemas de saúde dos crescentes gastos em seu tratamento.


Os aspectos da luta contra a diabetes devem ter como ponto de partida o princípio da prevenção. Então é preciso instituir programas nacionais de identificação das pessoas em alto risco e assim identificar os chamados “pré-diabetes”, que com uma dieta saudável e exercícios físicos regulares podem reduzir o risco de desenvolver a doença em mais de 50%. A boa notícia é que a atividade física não precisa ser aquela tradicional praticada em academia, caminhar 45 minutos diariamente já ajuda. Decisões saudáveis como caminhar no lugar de pegar o ônibus, ou subir escadas no lugar de pegar o elevador, contribuem para uma vida mais saudável.


Boulton sugere que políticas de saúde devem não só encorajar dietas saudáveis e exercícios, mas impor taxas sobre alimentos ricos em carboidratos, como por exemplo, um “imposto do açúcar”. O planejamento urbano também deve incentivar caminhadas e o uso de bicicletas, com áreas exclusivas para pedestres, ciclovias etc. Se vamos evitar que esta epidemia se agrave, precisamos agir em todos níveis governamentais, com as sociedades nacionais de diabetes e endocrinologia promovendo abordagens preventivas de forma proativa.


Time Observatório:

Angélia Berndt

Camilie Pacheco Schmoelz

Danielle Biazzi Leal


Fontes:

1. Click News <https://www.clicknews.net.br/2018/11/18/a-diabetes-ameaca-ser-a-maior-epidemia-da-historia-afirma-o-medico-andrew-boulton/>.

2. Observatório FIESC: http://www.portalsetorialfiesc.com.br/indicadores

3. Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), 2017.

4. Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), 2017 (Dados preliminares).


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