Como Brasil, Coréia do Sul, Japão e Alemanha estão enfrentando a pandemia do coronavírus

O mundo está voltado para a pandemia do coronavírus (COVID-19) que já infectou mais de 800 mil pessoas. A busca pela vacina e por medicamentos para o tratamento da doença tornou-se uma corrida incansável entre centros de pesquisa e laboratórios, mas pode não estar tão próxima quanto todos gostariam.



A inexistência de uma solução imediata que freie o avanço da doença nos alerta que “prevenir” é um bom remédio para controlar o avanço da doença.

Com base nos dados registrados e publicados, a partir de 22 de janeiro de 2020, pela Universidade Johns Hopkins, referentes aos casos ocorridos na Coreia do Sul, Japão, Alemanha e no Brasil, realizou-se um comparativo do cenário destes países. Além disso, apresenta-se as principais estratégias de enfrentamento usadas até o momento por esses países. Os três primeiros países foram selecionados para a análise por estarem apresentando, aparentemente, melhores resultados nas medidas de controle da doença.

Destaca-se que em nenhum desses países, o pico de contágio ocorreu antes que completasse um mês de coronavírus. O Brasil está passando pela quinta semana, sendo preciso acompanhar a evolução da situação para confirmar esse comportamento (Gráfico1).


Gráfico 1. Casos confirmados a cada 100 mil habitantes

Quando comparado o crescimento em relação à semana anterior, a Coreia do Sul apresenta um crescimento significativo entre a 5ª e a 6ª semana, período em que o país tinha adotado algumas restrições de viagens, mas ainda não tinha fechado o comércio, e consta em seus registros um evento religioso apontado com disseminador do contágio. Já a Alemanha apresentou um crescimento significativo entre a 6ª e a 7ª semana, período em que ainda não tinha adotado a quarentena, inclusive para grupos de risco. Crescimento no número de casos que se verificou nas semanas seguintes, quando declarou o nível de ameaça pelo Convid-19 de moderado para alto. Quanto ao Japão, observa-se que não houve um crescimento considerável dos casos confirmados nas semanas analisadas, o que deve estar atrelado a adoção de medidas preventivas desde o diagnóstico do primeiro caso (Gráfico 1).

Gráfico 2. Mortes a cada 100 mil habitantes



Em relação à gravidade da pandemia, demonstrada pelo número de mortes, a Coreia do Sul apresentou a maior crescimento da taxa de mortalidade na 6ª semana. Tanto no Japão quanto na Alemanha verificou-se o maior crescimento na taxa de mortalidade na 8ª semana. Contudo, cabe destacar o expressivo aumento verificado na Alemanha (8,5) em relação aos demais países (Gráfico 2).


Na sequência são apresentadas as principais ações que os quatro países estão utilizando como estratégias para controlar o avanço do coronavírus. Apesar de não se ter certeza da efetividade de cada uma dessas ações, o que se pode ressaltar é que esses países podem ter alcançado êxito por diferentes motivos, como por exemplo, a Coreia do Sul tinha experiência no enfrentamento da MERS (Síndrome Respiratória do Oriente Médio), a Alemanha, apesar de não ter usado medidas restritivas inicialmente, apresenta uma boa estrutura de saúde e estocou kits de teste para detectar infectados e respiradores. O Japão optou por estratégias destinadas a impedir aglomerações de pessoas bem como o rápido rastreamento de infectados.


Quanto ao Brasil, ainda é cedo para afirmar quais medidas estão sendo efetivas, uma vez que o país acabou de completar um mês desde o contato inicial com o vírus. Especialistas afirmam que o Brasil ainda não vivenciou o período de pico do surto, o que deve ocorrer até final de abril.




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