Com novo recuo em julho, Indústria catarinense apresenta desempenho inferior ao ano de 2017

O saldo total de empregos em Santa Catarina foi de -241 em julho de 2018. Esse desempenho ocupa o 23º lugar do Brasil no mês, o que se associa ao 5º lugar no saldo de empregos total do ano, com 33.496 novas vagas. Na indústria de transformação, o desempenho catarinense posiciona o 27º lugar no mês, com -1.593 vagas de emprego, enquanto no acumulado o saldo total industrial é de 19.119, 3º maior do Brasil, atrás de São Paulo e Rio Grande do Sul. Os setores de destaque no mês são Metalúrgico, Material de Transporte e Papel, Papelão, Editorial e Gráfica.

Os dados divulgados pelo CAGED – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – mostraram que o mercado de trabalho em Santa Catarina admitiu 75.432 trabalhadores e desligou 75.673 em julho de 2018, o que resultou no saldo de -241, variação de -0,01% em relação ao estoque do mês anterior. Entre os grandes setores, os resultados negativos foram da Indústria de Transformação (com saldo de -1.593), bem do Comércio (-96) e da Agropecuária (-83), por outro lado, tiveram desempenho positivo a Construção (60) e os Serviços (1.384). No acumulado de 2018, a economia catarinense soma 33.496 novos postos de trabalho.


Na Indústria de Transformação, em julho de 2018, o saldo foi de -1.593, variação de -0,24% em relação ao estoque do mês anterior, colocando o Estado na última colocação entre as UF’s, enquanto que em primeiro lugar ficou Minas Gerais (2.337). Em Santa Catarina, o líder no mês é o setor Metalúrgico, com 161 novos postos de trabalho, também se destacam os setores Material de Transporte (72 vagas) e Papel, Papelão, Editorial e Gráfica (56).

Em 2018, a indústria de transformação acumula saldo de 19.119 empregos, com o destaque ao setor Têxtil e Vestuário, que soma 3.993 vagas. As atividades relacionadas a Madeira e Mobiliário e Químico e Produtos Farmacêuticos se destacam como o segundo e terceiro setores que mais geraram vagas no ano, 3.081 e 1.728, respectivamente.

No comparativo com os meses de junho dos oito anos anteriores, percebe-se que o mês é comumente associado à menor atividade industrial.


Ainda que em 2017 o desempenho tenha sido positivo, os anos de 2014, 2015 e 2016 tiveram desempenho pior ou semelhante ao atual. Em função da retração do mês, o acumulado de 2018 passa a apresentar, pela primeira vez no ano, saldo de empregos inferior ao de 2017, o que sinaliza que a retomada do crescimento econômico ainda se encontra em ritmo moderado.

Em julho de 2018, o Brasil apresentou expansão do emprego formal, com um saldo de 47.319 postos de trabalho. Este valor é resultado do avanço de 6 dos oito setores de atividades considerados no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, tendo principal destaque a Agropecuária (17.455), seguido dos Serviços (14.548 postos) e da Construção Civil (10.063).


No emprego total do mês, o saldo foi puxado pelo crescimento em 4 regiões: Sudeste (24.023), Centro-oeste (9.911), Nordeste (7.163) e Norte (6.635). Entre os estados, a liderança é assumida por São Paulo, que criou 15.333 novos postos. Em segundo lugar está Minas Gerais (10.332), seguido de Mato Grosso (5.186) e Goiás (4.118). No desempenho nacional dos estados do Sul, durante o acumulado do ano, Santa Catarina encontra-se no 5º lugar, enquanto o Paraná se encontra no 4º (34.601) e o Rio Grande do Sul no 7º (23.648).


Mais informações podem ser verificadas no Painel de Saldos de Emprego, no Portal Setorial FIESC.

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