CNI divulga ranking geral de competitividade da indústria: Brasil ocupa a penúltima posição

Numa comparação com economias semelhantes, as indústrias brasileiras só são consideradas mais competitivas do que as da Argentina, que ocupa o último lugar.

O ranking anual, feito desde 2010, compara o Brasil com 17 países de economias similares: África do Sul, Argentina, Austrália, Canadá, Chile, China, Colômbia, Coreia do Sul, Espanha, Índia, Indonésia, México, Peru, Polônia, Rússia, Tailândia e Turquia, em nove fatores decisivos para a competitividade.



Mesmo com a melhora do ambiente macroeconômico e nas questões burocráticas, o Brasil não conseguiu avançar no ranking da competitividade. No topo do ranking está a Coreia do Sul, seguida pelo Canadá e a Austrália. Os latino-americanos Chile, em 8º lugar, o México, em 11º, a Colômbia, em 14º, e o Peru, que ocupa o 16º posto, também estão à frente do Brasil.


A competitividade do país define o poder que as empresas têm de conquistar mercado. Na medida em que esse poder aumenta, a empresa gera mais empregos, mais renda e contribui para o crescimento econômico”, afirma o gerente-executivo de Pesquisas da CNI, Renato da Fonseca.


Os países são avaliados em nove fatores e 20 que têm impacto sobre a eficiência e o desempenho das empresas na conquista de mercados. Os nove fatores que têm impacto na competitividade considerados pela CNI são: disponibilidade e custo de mão de obra, disponibilidade e custo de capital, infraestrutura e logística, peso dos tributos, ambiente macroeconômico, competição e escala do mercado doméstico, ambiente de negócios, educação e tecnologia e inovação. Os fatores foram desdobrados em 20 subfatores, aos quais foram associadas 56 variáveis.


Entre os nove fatores determinantes da competitividade, o Brasil está no terço superior do ranking (seis primeiros colocados) em apenas um: Disponibilidade e custo de mão de obra. O resultado positivo reflete o crescimento da força de trabalho brasileira. Em Custo da mão de obra, o Brasil está no terço inferior do ranking, com um custo relativamente elevado, devido, principalmente, à sua baixa produtividade do trabalho, que só supera a da Índia. É importante ressaltar que o Brasil passa por mudanças demográficas e a tendência é de redução da oferta de trabalho, o que torna mais importante o aumento da produtividade.


O país se situa no terço intermediário do ranking dos fatores Estrutura produtiva, escala e concorrência, Educação e Tecnologia e inovação. Em Estrutura produtiva, escala e concorrência, apresenta vantagem competitiva em Escala, com o quarto maior mercado doméstico, o que compensa o fraco desempenho em Concorrência. Em relação à Educação, também há oposição entre subfatores. O país apresenta o segundo maior gasto público em educação (como proporção do PIB), mas está no terço inferior do ranking nas demais dimensões avaliadas: disseminação e qualidade da educação.


No fator Tecnologia e inovação, o Brasil apresenta o quinto maior investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D), em termos do PIB, mas a baixa participação do setor privado nesse investimento o coloca em posição intermediária em Esforços de P&D. No subfator Resultados dos esforços de P&D, apresenta fraco desempenho em invenções (refletido em número de pedidos internacionais de patentes), o que é compensado pelo resultado médio em artigos publicados e exportações de alta-tecnologia.


Nos demais cinco fatores, o Brasil está entre os últimos seis colocados do ranking. No fator Infraestrutura e logística, está na 15ª posição, em razão da baixa competitividade do país em Infraestrutura de transporte, em Infraestrutura de energia e em Logística internacional. No subfator Infraestrutura de energia, está na última posição, o que reflete o alto custo com energia elétrica e a baixa qualidade no fornecimento.

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