Cenário Macroeconômico - 1 de Abril


O quadro de lenta retomada da macroeconomia brasileira permanece. Após o aumento das expectativas no final do ano anterior, a realidade de desencontros no cenário

político e de dificuldades no andamento das reformas fazem com que se reduza o volume de investimentos e o nível de produção industrial.

As previsões das instituições bancárias, reproduzidas no Relatório Focus, do Banco Central, apontam para a 5ª queda consecutiva do PIB em 2019. Os indicadores de Câmbio, Selic e Inflação permaneceram inalterados.



As expectativas para o crescimento do PIB é onde mais se refletem as indefinições políticas, principalmente ligadas às reformas. Após as projeções ultrapassarem a faixa de 2,5% de crescimento no ano, projetado na primeira quinzena de janeiro, as previsões bancárias se reduziram para menos de 2%.


Neste ritmo (de 2% ao ano), o PIB brasileiro só iria retomar o nível de 2014 em 2021.



Somado às questões de incerteza, o nível de utilização da capacidade instalada da indústria, que se mantém muito próximo ao nível do ano anterior e distante de 2014, e a

alta do nível de desocupação dão indícios que a economia ainda está desaquecida para que haja retorno em massa dos investimentos.



Por conta da baixa movimentação econômica, o nível de preços se mantém controlado, com um crescimento inferior a 4% no acumulado de 12 meses. Com isso, o cenário projetado de aumento da taxa básica de juros para os próximos anos se enfraquece a tal ponto que já se especula possíveis baixas da Selic.




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