‘Câncer’ é o termo mais buscado por cientistas no mundo segundo a ‘Nature’

O uso da internet como ferramenta de busca de palavras voltadas para a geração de conhecimento vem se intensificando. Com os cientistas não é diferente, eles aumentaram o uso da busca por termos na internet. Segundo um levantamento realizado pelo periódico ‘Nature’ os sites mais utilizados, nesses casos, são o Scopus (banco de dados de jornais e de revistas acadêmicos) e o Google. Isso mesmo o Google se tornou objeto de interesse de cientistas.


O levantamento feito com a base de dados do Scopus, revelou que ‘câncer’, ‘blockchain’ e ‘big data’ são os principais termos pesquisados. Em 2017 e 2018, por exemplo, o termo ‘câncer’ se manteve na liderança. Novos termos que apareceram em 2018 sugerem o que tem crescido nas mentes dos cientistas – ‘big data’ saiu da sexta para a terceira posição, ‘aprendizagem de máquina e ‘aprendizagem profunda’ entraram no top 20, e ‘inteligência artificial’ (IA) passou do décimo terceiro para o quarto lugar.


Top termos pesquisados no Scopus

Fonte: Nature

Apesar de terem caído no ranking, as palavras ‘coração’ e “infarto” permanecem entre as dez primeiras posições de busca no site.


O aumento da busca por termos ligados à saúde e tecnologia está relacionado a questões que envolvem todos nós. ‘Câncer, infarto e coração’, por exemplo, estão ligados as maiores causas de morte em todo o mundo, o que torna natural a demanda de procura por essas palavras. Já ‘big data’ e IA são tecnologias que vem sendo empregadas cada vez mais nos meios acadêmicos e científicos. Muitos pesquisadores receberam financiamento significativo e estão começando a produzir produtos. E muitos novos institutos e programas de pesquisa relacionados à IA estão sendo criados no mundo.

A popularidade do ‘blockchain’ - uma espécie de livro digital distribuído para registrar transações digitais - também explodiu, saltando do décimo nono para o segundo lugar na lista do Scopus. Esse salto pode indicar que os pesquisadores esperam aplicar ‘blockchain’ ao seu trabalho.


Na saúde, o uso do ‘blockchain’ está em franca evolução, viabilizando experimentações e investimentos. Seu uso tem ampliado a segurança, a privacidade e a interoperabilidade dos dados de saúde. Em essência, essa tecnologia pode disponibilizar um novo modelo para a troca de informações em saúde, tornando os registros médicos eletrônicos mais eficientes e seguros.


O resultado dessa análise indica o uso crescente da inteligência artificial e big data na saúde, utilizada principalmente para o diagnóstico precoce de doenças. Os dados terão um papel muito importante e transformador da medicina nos próximos anos e serão a base das realizações inovadoras da Medicina Preditiva.


Time Observatório FIESC:

Angélia Berndt

Camilie Pacheco Schmoelz

Danielle Biazzi Leal


Fonte: Nature. https://www.nature.com/articles/d41586-018-07879-9

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