Brasil tem a maior queda na economia desde a greve dos caminhoneiros

O Índice de Atividade Econômica do Brasil, que é considerado uma prévia do PIB, apontou queda de 0,73% na passagem de janeiro para fevereiro de 2019, esta foi a maior redução da atividade econômica mensal desde a greve dos caminhoneiros. Em Santa Catarina, o indicador mostrou estagnação na variação do mês, ainda que na comparação com o mesmo mês de 2018 tivesse um desempenho positivo, de 2,58%, o que se reflete em um crescimento no ano de 1,96%, desempenho superior à média nacional, de 1,65%.


Fonte: Banco Central e Observatório FIESC.

Este movimento de baixa no cenário nacional em fevereiro foi puxado pelos desempenhos negativos do Rio de Janeiro (-1,75%), Minas Gerais (-1,47%), Goiás (-0,7%) e Paraná (-0,17%). Entre as Unidades da Federação que possuem indicadores de Atividade Econômica, permaneceram estagnadas no mês as economias de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Já pelo lado positivo, destacaram-se os estados de São Paulo (1,24%) e Bahia (0,9%).


No ano, o desempenho catarinense é o 10º mais positivo, com 1,96%, atrás de economias gaúcha (4,45%), paranaense (4,28%) e paulista (3,7%) e à frente dos estados do Pará (1,62%), Pernambuco (0,87%) e Rio de Janeiro (0,36%).


Apesar da queda no mês, o quadro nacional no ano ainda é positivo, com uma evolução de 1,66% no bimestre. Já entre as Regiões, destaca-se positivamente o crescimento no ano dos estados da Região Sul, que cresce 3,8% e posiciona-se à frente das Regiões Sudeste (2,97%) e Centro-Oeste (1,47%), ainda que esta tenha mostrado queda no mês (-0,89%). Por fim, as Regiões Norte e Nordeste, que em janeiro haviam apresentado queda no ano, invertem seus desempenhos e mostram crescimento de 1,76% e 1,03% no ano, respectivamente.



Estes resultados do Índice de Atividade Econômica seguem as perspectivas diagnosticadas em matéria divulgada na primeira semana de abril, aqui no Observatório FIESC, onde se havia apresentado as mudanças nas tendências de crescimento dos setores da indústria e comércio, que desaquecem e perdem forças na recuperação econômica.


Somado a isto, outro elemento que preocupa é a queda da confiança dos industriais nos últimos meses, após alcançar recordes históricos nos meses de novembro a fevereiro de 2019. Estas expectativas dos industriais brasileiros e catarinenses referente ao mês de abril serão conhecidas no próximo dia 22.


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