Balança comercial em Santa Catarina: abril de 2020

Em abril de 2020 Santa Catarina somou US$ 660,90 milhões em exportações e um total de US$ 1,08 bilhões em importações. Na comparação com o mês anterior, as exportações apresentaram retração de -9,44%, enquanto as importações recuaram -22,51%. Frente ao mesmo mês de 2019, as variações foram de -18,84% e de -16,54%, respectivamente. Já no acumulado do ano, de janeiro a abril, o volume exportado totaliza um montante de US$ 2.64 bilhões enquanto o importado, soma US$ 5.29 bilhões. Os resultados indicam uma retração de -9,07% nas vendas e -1,64% nas compras do ano.

A balança comercial do estado registrou déficit de U$-2,64 bilhões no acumulado de 2020, de janeiro a abril. A balança comercial brasileira, por sua vez foi superavitária, totalizando US$ 11,8 bilhões. Apesar dos impactos externos decorrentes da crise econômica causada pela pandemia do coronavirus, o desempenho do setor agropecuário foi positivo e teve grande influência nos resultados da balança, registrando recordes nas exportações nos primeiros quatro meses do ano.


Exportações de Santa Catarina

No mês de abril, as exportações catarinenses somaram US$ 660,90 milhões, um recuo de -18,84% frente ao mesmo mês de 2019. Também houve retração de -9,44% na comparação com o mês anterior, resultado explicado pela desaceleração da economia e pelo alto grau de incerteza no mercado internacional. No Brasil, as exportações totalizaram US$ 18,31 bilhões, uma queda de -5,03% em relação ao mesmo mês de 2019.


De janeiro a abril, Santa Catarina exportou um total de US$ 2,64 bilhões, o que mantém o estado como oitavo exportador nacional, com participação de 4% na pauta. Em relação ao mesmo período de 2019, as exportações catarinenses caíram -9,07%, assim como as brasileiras, que registraram queda de -4,38%.


Produtos e Destinos

Entre os principais produtos exportados do estado, encontram-se as carnes de aves, representando 18,12% da pauta exportadora, tendo recuado -33,64% em relação ao mesmo período de 2019. Esse recuo pode ser explicado em parte, pela queda nas importações de parceiros do continente asiático, como Japão (-41,87%) e Coreia do Sul (-16,96%), em função da crise do novo coronavírus. A carne suína teve crescimento de 44,33%, representando 12,17% da pauta. Em seguida aparece a soja, com participação de 10,57% registrando aumento de 47,83% no período. Outros itens de destaque na pauta são partes de motor e motores elétricos, que variaram -9,70% e -13,18%, respectivamente.


Parceiros Comerciais


Com relação aos parceiros comerciais, a China continua sendo o principal destino das vendas catarinenses. No acumulado do ano, o país teve uma participação de 21,72% das exportações do estado e apresentou crescimento de 53,92% em relação ao mesmo período de 2019.


Os Estados Unidos aparecem na sequência com participação de 15,40%, recuando -3,58% no mesmo comparativo. Já o Japão é o terceiro principal destino, com participação de 4,62% mesmo com queda de -21,54%. México e Argentina ocupam, respectivamente a quarta e quinta colocação, com participação de 4,32% e 4,25% do total exportado. Além disso, houve queda nas exportações para todos os outros parceiros comerciais da América Latina, cujas economias foram afetadas pela crise da conjuntura atual, o que explica parte da queda nas exportações gerais do estado, a despeito do aumento na carne suína e soja. Destaque para Paraguai, cuja queda foi de -18,9% e Uruguai, com -16,32% no acumulado do ano.

Já no mês, os principais destinos das exportações catarinenses foram novamente a China, com participação de 29,19% e crescimento de 82,31% em relação ao mesmo período de 2019. Os Estados Unidos aparecem na sequência com participação de 16,07% e queda de -5,14% nesse comparativo. O Japão é o terceiro principal destino das exportações, com participação de 4,16% e queda de -41,88%.


Até abril de 2020, ou seja, no acumulado, os produtos que tiveram melhor desempenho em comparação com o mesmo período de 2019 foram os da indústria da transformação de média-alta tecnologia, que recuaram apenas -6,65%, mantendo sua participação na pauta em 60,01%. Já os produtos da indústria da transformação de baixa e alta tecnologia recuaram -13,55% e -16,46%, respectivamente, representando juntas 22,77 da pauta. Por último, as exportações de produtos de baixa-média tecnologia mostraram variação de -25,82% e participação de 5,07%.

Quanto aos setores das contas nacionais, a categoria de bens intermediários é predominante, participando com 61,77% das exportações de abril e com variação de 4,92% no ano em relação ao mesmo período de 2019. Em segundo lugar, aparecem os bens de consumo, que detêm 30,03% das vendas e que apresentaram recuo de -28,11%. Já os bens de capital tiveram recuo de -11,98%, com uma participação na pauta de 8,13%. Combustíveis e lubrificantes, por sua vez, participam com 0,06% e tiveram desempenho de -22,86%.

Importações de Santa Catarina

As importações catarinenses do mês de abril de 2020 somaram US$ 1,08 bilhões, representando uma redução de -16,54% frente ao mesmo mês do ano anterior, sendo responsável por 9,33% das compras externas totais do Brasil. No comparativo com o mês anterior, houve recuo de -22,52%. As importações brasileiras caíram -14,78% em relação ao ano anterior, alcançando o patamar de US$ 11,61 bilhões, afetadas pela conjuntura de crise e possibilidade de recessão.


No acumulado do ano, Santa Catarina importou um total de US$ 5,29 bilhões de dólares, o que o mantém como terceiro maior estado importador nacional - tendo participado com 9,52% do total. Em relação ao mesmo período do ano de 2019, as compras externas catarinenses caíram -1,64%, enquanto o cenário nacional é semelhante, com desempenho negativo de -0,37%.

Produtos e Origens

Considerando a participação na pauta de importações de 2020 em termos de produtos, os destaques ficam para Cobre refinado (com crescimento de 16,46% no ano em relação ao mesmo período de 2019), polímeros de etileno (que recuaram -8,24% no período), afetados pela queda nas importações de Estados Unidos e Argentina e semicondutores (que cresceram 134,71%), tendo como fonte principal a China, que começa a mostrar sinais de recuperação pós crise. Os demais itens com maior volume na pauta são representados por fios de filamento sintético e fertilizantes nitrogenados, que mostraram variações nas importações de -24,36% e -10,17% respectivamente.


Parceiros Comerciais


A China aparece também como principal origem dos produtos catarinenses no acumulado, com 37,67% do total importado, desempenho 1,96% superior ao do mesmo período ano anterior. Na sequência, aparece o Chile, ocupando 7,25% da pauta, crescendo 9,29%. Argentina e Estados Unidos ocupam a terceira e quarta posição, variando -33,47% e -5,49%, respectivamente. Por fim, a Alemanha ocupa a quinta colocação, tendo recuado -0,77% em relação ao mesmo período do ano passado, com a queda na produção do setor automotivo, representando 4,78% do total da pauta. Quando somados, os cinco principais parceiros comerciais do estado totalizam 62,31% da origem dos produtos importados.


Entre os principais parceiros comerciais na importação no recorte do mês está a China, apesar de recuo de -12,44%, junto aos Estados Unidos, que cresceram 12,35% e Chile que recuou -14,9%. Em relação aos produtos de destaque, cobre refinado (-19,25%), polímeros de etileno (26,61%) e semicondutores (142,89%) estão entre as maiores aquisições externas de abril de 2020.

No acumulado do ano até abril de 2020, os produtos da pauta de importação que tiveram melhor desempenho em comparação com o mesmo período de 2019 foram os a indústria de alta tecnologia, com 20,13%, com participação na pauta em 9,31%. Já os de média-alta tecnologia recuaram -1,25%, com a representação no montante para 41,59%. Os bens de média-baixa em relação ao ano anterior mostraram redução de -4,73% e tiveram participação na pauta de 21,77%. Por fim, as exportações de produtos de baixa tecnologia mostraram variação de -5,67% e participação de 23,5%.

Nas contas nacionais, a categoria de bens intermediários é predominante na pauta importadora, participando com 64,69% das importações de abril e com variação de -1,08% em relação ao mesmo período de 2019. Em seguida, aparecem os bens de consumo, com 23,94% das vendas, representando recuo de -8,94%. Já os bens de capital tiveram avanço de 14,69%, com uma participação na pauta de 11,07%. Combustíveis e lubrificantes participam com 0,3% e tiveram desempenho de -0,84%.







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