Alemães faltaram 668 milhões de dias ao trabalho por doença em 2017

Fomos surpreendidos com a notícia de que a Alemanha, uma das potências econômicas mundiais registrou, nada menos que 668 milhões de dias úteis de ausência ao trabalho por motivos médicos em 2017. O registro sofreu uma leve queda em relação ao ano de 2016, que registrou 675 milhões de dias de ausência.


O estudo entregue ao governo alemão no último dia 12/12 revelou que o número de acidentes fatais no ambiente de trabalho aumentou ligeiramente em relação a 2016 – foram 564 casos, um aumento de 1,3%. Em contrapartida, o número de acidentes reportados diminuiu 0,5% em 2017 para 954.627 casos.


Os setores mais afetados foram a produção industrial que teve em média 20,6 dias de ausência em 2017 por questões médicas, seguidos por trabalhadores da construção civil, com 19,5 dias, e por educadores e professores, com 19,4 dias.


O estudo analisou condições e exigências do trabalho exercido e as consequências dele.

Do total de ausências, 107 milhões de dias foram por motivo de doenças psíquicas, como depressão e burn-out, gerando perdas de produção de cerca de 12,2 bilhões de euros. Dez anos atrás, a soma de dias de ausência do trabalho por essas questões estava em 48 milhões.


Segundo o relatório, 71.303 pessoas se aposentaram precocemente por invalidez profissional em 2017 em decorrência de alguma doença mental. Com isso, problemas psíquicos foram também a principal causa de saídas antecipadas do mercado de trabalho, bem à frente de doenças musculares, esqueléticas e circulatórias.


Em 2017, das 21.772 doenças reconhecidas como ocupacionais a mais comum foi a perda auditiva por excesso de ruídos (6.849 casos), seguida pelo câncer de pele devido à radiação ultravioleta (5.318 casos). Além disso, 3.706 pessoas foram afetadas por câncer causado por amianto.


Em entrevista o vice-ministro alemão do Trabalho Björn Böhning declarou que "muitas empresas ainda não compreenderam que locais de trabalho modernos, com computadores, também podem levar ao estresse e causar doenças", devendo ser foco de atenção.


Já a porta-voz para assuntos de direitos trabalhistas do Partido Verde, Beate Müller-Gemmeke, declarou que é “preciso acabar com as relações precárias e inseguras de trabalho".


Time Observatório FIESC:

Angélia Berndt

Camilie Pacheco Schmoelz

Danielle Biazzi Leal


Fonte: https://www.dw.com/pt-br/alem%C3%A3es-faltaram-668-milh%C3%B5es-de-dias-ao-trabalho-por-doen%C3%A7a-em-2017/a-46702232

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