A Indústria presente no desenvolvimento catarinense

Atualizado: 27 de Ago de 2018

Entre 2000 e 2010, o desenvolvimento econômico de Santa Catarina veio acompanhado do crescimento de todos os setores da economia: agricultura, indústria e serviços. Entretanto, nas regiões com forte presença dos setores industriais, foi observado também um grande avanço nos indicadores sociais, sugerindo uma melhoria nos aspectos sociais a partir do bom desempenho industrial.



Um estudo do Observatório da Indústria Catarinense da FIESC vem acompanhando as informações de emprego e renda industrial nos municípios catarinenses, junto às informações de desenvolvimento e de distribuição de renda. Nas cidades com uma planta industrial já consolidada em diversos setores, a citar Joinville, Chapecó, Jaraguá do Sul, Brusque, Blumenau e Criciúma (os chamados Industrializados), o IDHM se apresenta acima da média estadual. Estes municípios empregam juntos cerca de um terço de todos os trabalhadores industriais do Estado, representando aproximadamente 46% de todo emprego formal destes locais, além de gerarem 33% do PIB catarinense em 2014.



O resultado da presença industrial, somado à sinergia criada pelos segmentos do varejo e de serviços é o desenvolvimento social, demonstrado pelo IDHM e pelo índice de Gini (que mensura a distribuição de renda). O Observatório constatou que o IDHM médio desses municípios é de aproximadamente 0,799 (maior que a média estadual), e a média do Gini é de 0,455 que, embora esteja acima da média catarinense (0,442), é um número muito aquém da média nacional, que foi de 0,530 em 2010. Pode-se dizer que, dada a relevância destas informações, a presença e o tamanho da indústria nesses municípios têm sido acompanhados por uma melhoria na qualidade de vida e de promoção social.


Por outro lado, alguns municípios tiveram um destaque distinto. Os chamados Emergentes (Arabutã, Cunha Porã, Garuva, Ibiam, Iomerê, Itá, Lacerdópolis, Mondaí, Novo Horizonte e Palmitos), que somam pouco mais de 1% do PIB catarinense e 0,01% do emprego industrial, ganham evidência pelo crescimento que a indústria teve nestes locais e a relação desta com o desenvolvimento.


Tomando como exemplo o município de Garuva, os dados da RAIS mostram que, no ano de 2000, o município tinha 863 empregados industriais e, 10 anos mais tarde, esse número saltou para 2.834, representando um crescimento de mais de 300%. Em termos produtivos, o PIB industrial saltou de R$ 21 milhões para R$211,2 milhões no mesmo período. Os efeitos desta industrialização promoveram impactos nos indicadores de desenvolvimento: o IDHM em 2000 era de 0,555, o que é considerado “baixo”, e passou para 0,725 em 2010, num patamar considerado “alto” pelo PNUD. O Índice de Gini, por outro lado, passou de 0,56 para 0,44 entre 2000 e 2010, evidenciando que a renda da camada mais pobre da população cresceu, diminuindo a disparidade entre ricos e pobres no município.


A ampliação do desenvolvimento atrelada à indústria também é verificada em municípios onde esse setor não é predominante no PIB e nos empregos do município, como são os casos de Ibiam e Novo Horizonte. Em Ibiam, por exemplo, há ampliação de 158% na participação industrial no PIB entre os anos de 2000 e 2010, acompanhada de um aumento no IDHM de 0,587 para 0,725, reforçando a relação entre desenvolvimento social e indústria, mesmo onde a sua influência não seja soberana.

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