A grandeza das Micro e Pequenas

Atualizado: 14 de Jul de 2018

As Micro e Pequenas Empresas (MPEs) da indústria de Santa Catarina, definidas como aquelas que possuem até 99 funcionários, desempenham papel fundamental na dinâmica econômica catarinense. Em 2010, o número de indústrias deste porte somava 41 mil estabelecimentos, valor que subiu para mais de 49 mil em 2016, uma taxa de crescimento ao ano de 3,2%. No mesmo período, o total de médias e grandes indústrias do estado caiu em -0,1% ao ano. Isto corroborou para que a representatividade das MPEs totalizasse a expressiva participação de 98% no total de estabelecimentos industriais catarinense em 2016.


Em termos de número de empregos, os dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) apontam que as MPEs contribuem com 51,6% de participação dos empregos industriais catarinenses. São mais de 350 mil colaboradores distribuídos regionalmente em Santa Catarina. Este valor já é superior à média nacional, cerca de 45,8%, mas tende a subir nos próximos anos. Isto porque as micro e pequenas empresas foram as principais responsáveis pela geração de empregos industriais em 2017. O saldo de empregos, indicador que registra a movimentação dos trabalhadores mensalmente, mostra que, no acumulado de 2017, as MPEs da indústria catarinense geraram mais de 10 mil novas vagas, contra 4 mil geradas pelas médias e grandes empresas. Nos cinco primeiros meses de 2018, as Micro Indústrias foram as que mais geraram vagas, com 9.136 postos de trabalho.


Além deste bom desempenho em termos de número de empresas e geração de empregos. As Micro e Pequenas também tem se destacado no crescimento do volume de exportações. Entre 2010 a 2017, elas aumentaram o valor total exportado em um ritmo de 3,4% ao ano, enquanto que as médias e grandes empresas cresceram a 1,4% e 0,3% ao ano, respectivamente. Ainda que crescente, a participação do volume exportado pelas MPEs é de apenas 2,4% (US$ 205 milhões) do total catarinense.


O ritmo de crescimento do volume de exportações não foi acompanhado pelo aumento no número de empresas que acessaram o mercado externo. No último ano, houve a inserção de apenas uma micro ou pequena empresa, totalizando 1.451 MPEs exportadoras.


Em grande maioria, estas empresas enviaram seus produtos para parceiros comerciais próximos geograficamente, tais como Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile e demais países da América do Sul, totalizando quase 50% das vendas totais. Entre os setores, também se destaca a participação das exportações das MPEs nos setores Gráfico, de Bebidas e Florestal, além de representar a totalidade das vendas externas de Carvão Mineral.




Diante deste cenário, medidas que impulsionem a internacionalização dessas empresas passam a ser importantes na agenda de retorno da saúde financeira das empresas catarinenses. As MPEs representam grande parte dos empregos e da produção industrial catarinense e existem oportunidades de crescimento das suas vendas para o mercado internacional. Para que isso aconteça, é preciso avançar nas políticas de apoio, especialmente para acesso às fontes de financiamento, fomento à produção e à inovação.


Fontes: Observatório da FIESC a partir de dados da RAIS 2016, Caged 2018 e Funcex 2017.




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