3 motivos que diferenciam o desempenho econômico de SC e do BR

Pela 17ª semana consecutiva, as principais instituições financeiras do Brasil revisaram para baixo as suas estimativas de crescimento do PIB brasileiro para 2019. A taxa que iniciou o ano em 2,5% passou para menos de 0,9% na última semana de junho.


A queda das projeções reflete a baixa capacidade de recuperação econômica do país. O PIB do primeiro trimestre do ano recuou 0,2% em relação ao último trimestre de 2018, e o Índice de Atividade Econômica, que também reflete movimentação econômica, cresceu a uma taxa de 0,06% quando comparado aos primeiros quatro meses de 2019, em relação ao mesmo período de 2018.


Em Santa Catarina, contudo, a situação é diferente. A Produção Industrial, as Vendas industriais e as Exportações, que apresentam queda no ano para o Brasil, são todas positivas para o estado. Além disso, a Atividade Econômica catarinense apresenta crescimento superior a 2% no ano, o que posiciona o estado em um nível produtivo superior ao de 2014. Com isso, Santa Catarina se torna o único estado brasileiro a efetivamente ter se recuperado da crise econômica.



Por que a economia nacional está desaquecida?


Os principais sintomas que levam ao desaquecimento da economia brasileira estão relacionados às incertezas políticas e jurídicas. De um lado, questões específicas ligadas à segurança na extração de minérios (em função do caso Brumadinho) também geram efeitos de desaquecimento no setor e economia brasileira. Por outro, a demora para resolução de temáticas importantes, como a Reforma da Previdência e Tributária, faz com que os investimentos sejam postergados e que o empreendedor mantenha maior cautela.


No início deste ano, o time do Observatório FIESC produziu uma matéria que mostrava a relação entre o índice de confiança dos industriais e a geração de empregos, comprovando que o indicador de expectativas dos empreendedores é capaz de antecipar movimentos de aquecimento econômico. A análise mostrou que, a ascensão da confiança já se apresentava exacerbada no final de 2018, havendo um descolamento destas expectativas com a capacidade de recuperação econômica.


Era natural, portanto, que as expectativas iriam diminuir e que o crescimento econômico não conseguiria acompanhar o otimismo do início do ano. Estes movimentos, contudo, ocorrem tanto a nível nacional como estadual, com queda na confiança e na intenção de investir das indústrias.


O que torna Santa Catarina diferente?


Ainda que o estado tenha sintomas semelhantes ao nacional, de redução das expectativas e crescimento abaixo do esperado, os desempenhos econômicos são significativamente diferentes. Tal diferencial pode ser explicado por três principais fatores:


1. Menor influência do setor extrativo. A primeira diferença entre o quadro econômico nacional e estadual é a menor influência do setor de extração.




2. Maior inserção internacional. A corrente de comércio catarinense é de 35% do PIB, acima do nível nacional, de 25%. Por conseguir adentrar em mercados externos, a produção catarinense é menos dependente das condições econômicas internas e consegue escoar seus produtos com mais facilidade. Até maio deste ano, as exportações e importações do estado cresceram 12%, o que movimenta as cadeias produtivas e gera oportunidades de crescimento em vários setores.




3. Diversificação produtiva. O terceiro e último motivo que faz com que Santa Catarina se destaque é a sua diversificação produtiva. De janeiro a maio deste ano, a indústria têxtil, de confecção, alimentar e do mobiliário se destacam pelo elevado número de vagas de trabalho geradas, que ultrapassa a faixa de 15 mil novos empregos. Além destas atividades, contudo, os setores de material elétrico, couro e calçados, químicos e mecânica também apresentam variações expressivas na geração de empregos.


Com isso, o mercado catarinense não apenas é mais diversificado em sua matriz produtiva, como também possui mais facilidade em escoar a produção para mercados estrangeiros. Isto a torna uma economia mais equilibrada e sustentável, menos suscetível a crises internas e com mais oportunidades de crescimento.


Portanto, apesar dos fatores nacionais influenciarem negativamente a atração de investimentos para o estado, as perspectivas econômicas para a economia de Santa Catarina permanecem positivas e sólidas, mantendo o Estado em um patamar mais elevado.

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